terça-feira, 30 de novembro de 2010

Ciclo das relações patógeno - hospedeiro.

1. Virulência é a medida da patogenicidade. Três fatores concorrem para tal medida. Portanto ela é resultante de três forças componentes. Quais são essas forças?


2. No texto abaixo descrito, indique o que está errado e corrija-o: Em determinadas lesões de origem infecciosa a saprogênese e a patogênese podem ocorrer paralela e simultaneamente. A primeira nos bordos, nos limites entre os tecidos lesados e sadios, dando curso ao processo de expansão infecciosa, e a segunda na parte central, ocupada por tecidos já necrosados, em processo de decomposição.

3. No tocante a saprogênese responda: A saprogênese faz parte do ciclo dos patógenos que se comportam como parasitas obrigatórios?

4. Do ponto de vista da avaliação da severidade da doença, você acredita que os efeitos dos ciclos secundários tendem a uma expressão maior de grandeza em relação àqueles do ciclo primário? Explique e justifique.

5. Os ectoparasitas emitem para o interior do hospedeiro estruturas especiais de sugação ou exploração, ao tempo em que se desenvolve superficialmente. Fungos do gênero dos oídios emitem que estrutura? E os nematóides ectoparasitas?

6.Na colonização, o patógeno passa a nutrir-se do hospedeiro. Na exploração, que é o processo mais comum e que culmina com o desencadeamento de efeitos necróticos, o patógeno consome os tecidos do hospedeiro. E na modalidade de espoliação?

7. Quanto a modalidade de colonização segundo a localização, pode-se distinguir dois critérios: localizada e generalizada. Classifique os patógenos a seguir conforme a modalidade de colonização segundo a localização: Ralstonia solanacearum, Tobacco mosaic virus, Colletotrichium gloeosporioides e Alternaria solani.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Epidemiologia em questões

Vanderplank (1963) conceituou epidemiologia como “a ciência da doença em populações.” Por sua vez, Kranz (1974) disse que: “epidemiologia é o estudo de populações de patógenos em populações de hospedeiros e da doença resultante desta interação, sob influência do ambiente e a interferência humana”.


1. Fazer uma representação gráfica de uma epidemiologia em patossistema selvagem e outra de um patossistema agrícola.

2. “Uma doença infecciosa pode se manter unicamente por meio de contínuas reinfecções baseadas na cadeia de infecção. Por cadeia de infecção entende-se a transmissão contínua, seriada, de material infetivo de uma planta para outra” (Gäumann, 1950). Explique e forneça um exemplo prático.

3. Desenhe e explique o Diagrama esquemático proposto por Agrios (1997)  para um potossistema agrícola.


4. Explique o modelo analógico de Fergies para o patossistema temperado e compare com o patossistema tropical.

5. Duas condições básicas para o aparecimento de uma epidemia dependem do próprio hospedeiro, quais sejam: população numerosa e plantas suscetíveis. Com base nestas condições forneça um exemplo prático de como uma simples doença se transforma em uma epidemia.

6. Conceitue: a) uma epidemia explosiva; b) epidemia tardívaga; c) epidemia poliética.

7. Comparando algumas características epidemiológicas das regiões tropicais-subtropicais e temperadas, podemos dizer que no caso da primeira: a) o inóculo inicial é: ( ) alto; ( ) baixo; b) o período infeccioso e o número de esporos é: ( ) um pico; ( ) intermitente.

8. O que é um patossistema?

9. Explique o modelo analógico proposto por Fegies para epidemiologia em patossistema temperado.


10. Afirma-se que epidemia, refere-se a um aumento na incidência-severidade e/ou um aumento na área geográfica ocupada pela doença. Os termos incidência e severidade relacionam-se respectivamente a: a) extensão e intensidade; b) intensidade e extensão; c) nada disso.

11. Epidemia não é o oposto de endemia. Explique e justifique.

12. O que é um surto epidêmico. Exemplifique.

13. A epidemiologia possui uma face acadêmica e uma aplicada, porém a face aplicada tem sido ignorada por grande parte de fitopatologistas. Tudo leva crer que a falta de uma visão holística seja a razão maior dessa situação. Como uma visão holística contribuiria para melhorar a face aplicada da epidemiologia?

14. Qual a diferença de um fitopatossistema ou patossistema vegetal para um patossistema selvagem?

15. O que é doença de juros simples e doenças de juros compostos? Forneça exemplos.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

DANOS, INJÚRIAS E DOENÇAS PÓS-COLHEITA DE FRUTOS DE MARACUJÁ COMERCIALIZADOS NO MERCADO PÚBLICO DE BARBALHA-CE





Rosenya Michely Cintra Filgueiras¹; Tamires Coelho Matias¹; Joaquim Torres Filho²


¹Aluna do Curso de Agronomia do Campus da UFC no Cariri: e-mail: rosenya_michelycf@hotmail.com

¹Aluna do Curso de Agronomia do Campus da UFC no Cariri: e-mail: tamires.coelho@hotmail.com

²Orientador: Professor adjunto do Curso de Agronomia do Campus da UFC no Cariri: joaquim.torres@ufc.br



RESUMO



O presente trabalho foi realizado através de visitas semanais ao mercado público da cidade de Barbalha, as quais ocorreram durante o período de Maio a Julho de 2010. Este teve por objetivo a realização de inspeção relacionada aos aspectos qualitativos do fruto do maracujá, bem como, a ocorrência de danos, injúrias e doenças. Registrou-se através de fotos digitais, danos, injúrias e doenças que ocorreram. Foram aplicados questionários aos comerciantes locais, com o intuito de saber a origem dos frutos, e a rentabilidade em função da comercialização. Observou-se na pesquisa que de 13 barracas analisadas 9 apresentavam frutos de má qualidade, equivalente a um índice de 69,23%. Dentro dessa porcentagem 68% estão relacionados a doenças de pós-colheita, as quais ocorrem basicamente nas etapas de colheita, transporte e mais especificamente na fase de armazenamento. Dentre as várias doenças identificadas em pós-colheita do maracujá-amarelo, a mais importante é a antracnose, causada por Colletotrichum gloeosporioides Pens. Observou-se também, porém, em menor quantidade a incidência de verrugose (Cladosporium herbarum) e bacteriose (Xanthomonas campestris pv. passiflorae). Os outros 32% são provenientes de danos (redução qualitativa ou quantitativa da produção, que pode ou não causar perdas) e injúrias (sintomas visíveis e/ou mensuráveis ocasionados por um agente biótico ou abiótico). Com base nas observações detectadas, conclui-se que melhorias nos processos de colheita, transporte, armazenamento e na exposição dos frutos sob condições adequadas de temperatura e na conscientização dos feirantes em relação aos cuidados no manuseio e armazenamento da fruta são essenciais para diminuir os prejuízos.



Palavras-chave: Perdas; Qualidade; Fitomoléstia.



INTRODUÇÃO



O maracujá é originário da América Tropical, com mais de 150 espécies nativas do Brasil. Devido as suas propriedades terapêuticas, tem valor medicinal: as folhas e o suco contêm passiflorina, um sedativo natural e o chá preparado com as folhas têm efeito diurético. Possui valor ornamental, devido as suas belas flores. Seu uso principal, no entanto, está na alimentação humana, na forma de sucos, doces, geléias, sorvetes e licores. É rico em vitamina C, cálcio e fósforo. O Brasil é o maior produtor mundial de maracujá, tendo a área evoluída de 33.487 ha, em 1994, para 44.462 ha, em 1996. A produção em 2004 superou, em 20,1%, aquela observada em 1994. Considerando-se que a área aumentou apenas 9,2%, isso indica uma evolução industrial na produtividade. De fato a produtividade oscilou de 11,34 t/ha, em 1994, para 9,21 t/ha, em 1996, alcançando 13,47 t/ha, em 2002, e 13,44 t/ha em 2004.

A demanda crescente por alimentos saudáveis, produzidos sem agressões ao meio ambiente, valorizando a diversidade biológica e sem o uso de adubos químicos e agrotóxicos, é uma tendência que favorece a criação de novas oportunidades, principalmente aos pequenos produtores rurais. O sistema de cultivo orgânico do maracujazeiro-amarelo (Passiflora edulis Sims f. flavicarpa Deg.) vem sendo adotado por produtores de vários Estados, como São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro; há, entretanto, deficiência de informações científicas sobre o cultivo orgânico da cultura, pois elas enfocam, em sua maioria, informações sobre o cultivo orgânico em geral, de hortaliças e café (SILVA et al., 2005; TODA FRUTA, 2005).

Após a colheita, a suscetibilidade do maracujá às podridões é elevada, com ocorrência significativa de perda de massa fresca e fermentação da polpa. Sob condições normais de temperatura ambiente, pode ser conservado por sete a dez dias (ARJONA et al., 1992). O reduzido tempo de vida útil após a colheita, associado ao curto período de colheita, condiciona a oferta e os preços no mercado (CETEC, 1985).

A perecibilidade, característica dos produtos agrícolas in natura, é fator determinante nas estratégias mercadológicas, fator agravado pela problemática de estocagem, por ser a maior parte da produção de frutas no Brasil obtida por pequenos agricultores. A perecibilidade, no entanto, pode ser contornada dentro de certos limites, dependendo de acertos estratégicos entre agricultores e indústria. Assim sendo, a organização da cadeia produtiva, o aumento de produtividade e a busca por vantagens nos termos de troca relativos aos preços e aos custos são os procedimentos racionais para a otimização da renda.

A caracterização de danos pós-colheita visa a facilitar a tomada de decisão por parte do produtor, do atacadista e do varejista quanto à necessidade de investimento em medidas de prevenção, pois só é possível avaliar se a adoção de uma medida de controle será lucrativa ou não, após quantificar os danos causados por determinado patógeno (BARITELLE & GARDNER, 1984).

O objetivo desse trabalho foi avaliar danos, injúrias e doenças pós-colheita de frutos de maracujá que ocorrem no mercado público de Barbalha, levando em consideração a qualidade, a forma como são manuseados e a rentabilidade fornecida devido a tais condições. Com base nos resultados dos questionários aplicados, informações importantes foram colhidas para subsidiar a análise do atual contexto de comercialização.



MATERIAL E MÉTODOS



O trabalho foi conduzido durante o período de Maio a Julho de 2010 na feira livre do mercado público de Barbalha, Estado do Ceará. Situado ao lado sul da Chapada do Araripe, possui dois tipos principais de solos: latossolo e sedimentar. As principais elevações são as serras: Serra do Araripe. Já a bacia sedimentar se caracteriza por formar aquíferos, existem várias fontes de água espalhadas por toda a área da chapada. Localiza-se na Região Metropolitana do Cariri com área de 479.186 km2 e 53.011 habitantes (IBGE, 2009). A economia do mesmo tem sua base tradicional no comércio e na agricultura.

Durante a realização do trabalho, aplicou-se um questionário a 13 feirantes para avaliar possíveis injúrias, danos, doenças de pós-colheitas ocorrentes, bem como se procurou avaliar o contexto da comercialização diante de tais ocorrências. Os questionários foram analisados utilizando-se estatística descritiva além de comentários considerados relevantes, os quais foram incluídos para enriquecimento do trabalho.

Com as informações adquiridas, foi possível fazer um levantamento das doenças e da qualidade dos frutos analisados no período de Maio a Julho com visitas semanais. A escolha dos feirantes foi feita de modo aleatório.



RESULTADOS E DISCUSSÃO



Durante as visitas ao mercado público de Barbalha, constatou-se que não há um processo específico de classificação de frutos. Todos são colocados no mesmo local, sendo feita apenas uma separação periódica daqueles que não possuem mais qualidade alguma para consumo. Através da pesquisa verificou-se aparentemente, que parecia não ocorrer diferença concernente a qualidade dos frutos, o que leva a pensar ser um único fornecedor do produto para todos os feirantes, porém os dados coletados afirmam o contrário.

De acordo com as informações obtidas, observou-se que 93% dos feirantes conhecem a origem dos frutos que comercializam, sendo a maioria obtida principalmente dos estados de Pernambuco, Bahia e de áreas locais cultivadas por pequenos produtores (exemplo disto é o sítio Macaúba localizado no município de Barbalha).

Notou-se também que 69,23% das barracas analisadas, apresentavam frutos de má qualidade, incluindo-se aí: injúrias, danos e doenças, sendo que, dessa porcentagem, 68% são devido a doenças de pós-colheita, das quais podemos citar com maior frequência de ocorrência a antracnose (Colletotrichum gloeosporioides), que segundo SERRA & SILVA (2004) é a principal doença de frutos em pós-colheita, sendo considerada doença de elevada importância econômica no Nordeste do Brasil. Observou-se também, porém, em menor quantidade a incidência de verrugose (Cladosporium herbarum) e bacteriose (Xanthomonas campestris pv. passiflorae).

Essas doenças comprometem o aspecto qualitativo dos frutos no tocante a apresentação para comercialização, muito embora não comprometa os frutos para consumo. Sabe-se que, para uma boa aceitação pelos consumidores, os frutos devem estar túrgidos, com a casca amarela, lisa ou pouco enrugada, e com ausência de manchas e de defeitos que possam afetar a qualidade da polpa, tais como rachaduras, presença de fungos e sinais de ataque por insetos (CETEC, 1985). Os outros 32% dos frutos, apresentaram injúrias mecânicas devido ao péssimo manuseio, mostrando-se machucados, aumentando por fim o índice de má qualidade.



CONCLUSÕES



Pôde-se notar que os frutos comercializados são obtidos através de atravessadores e que poucas informações sobre a origem e manejo cultural podiam ser obtidas. A qualidade dos frutos comercializados fica a desejar face aos danos, injúrias e doenças, comprometendo assim a comercialização. A antracnose (Colletotrichum gloeosporioides) foi a fitomoléstia mais observada com 74% de ocorrência, seguida da verrugose (Cladosporium herbarum) com 14% e a bacteriose (Xanthomonas campestris pv. passiflorae) com 12% de incidência.

Notou-se, também, que essa incidência não alterou tanto quanto imaginado a comercialização do maracujá, pois, alguns consumidores possuem o hábito de consumir frutos nessa situação. Caso ocorresse uma melhor classificação dos frutos para comercialização, isentos de danos, injúrias e doenças de pós-colheita, os rendimentos obtidos pelos feirantes seriam melhores.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS



ARJONA, H.E.; MATTA, F.B.; GARNER, J.O. Temperature and storage time affect quality of yellow passion fruit. HortScience, Alexandria, v.27, n.7, p.809-810, 1992.



BARITELLE, J.L.; GARDNER, P.D. Economic losses in the food and fiber system: from the perspective of an economist. In: MOLINE, H.E. (Ed.) Postharvest pathology of fruits and vegetables: postharvest losses in perishable crops. Davis: University of California Agricultural Experiment Station Bulletin, 1984. p.4-10.



BRASIL. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - EMBRAPA. Comercialização do maracujazeiro. Disponível em: ; Acesso em: 12 Ago. 2010.



CETEC. Manual para fabricação de geléias. Belo Horizonte: Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais, 1985. 42 p. (Série Publicações Técnicas/SPT-015).



PORTAL SÃO FRANCISCO. Maracujá. A cultura do maracujá. Disponível em: . Acesso em: 11 Ago. 2010.



SERRA, I. M. R. de S.; SILVA, G. S. da. Caracterização Morfofisiológica de Isolados de Colletotrichum gloeosporioides Agentes de Antracnose em Frutíferas no Maranhão. Summa Phytopathologica, Botucatu, v. 30, n. 4, p. 475-480. 2004.



SILVA, T.T.; DELLA MODESTA, R.C.; PENHA, E.M.; MATTA, V.M.; CABRAL, L.M.C. Suco de maracujá orgânico processado por microfiltração. Pesquisa Agropecuária Brasileira, Brasília, v.40, n.4, p.419-422, 2005.



TODA FRUTA. Agricultura orgânica com enfoque para a possibilidade do cultivo orgânico do maracujazeiro. Disponível em: . Acesso em: 14 Ago. 2010.



WIKIPÉDIA. Barbalha. Disponível em: . Acesso em: 09 Ago. 2010.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Alunos UFC Cariri em aula na Embrapa Agroindústria Tropical

Alunos do curso de Agronomia da UFC Campus no Cariri, estiveram no dia 15 de outubro participando de aula prática na EMBRAPA Agroindústria Tropical em Fortaleza. Na oportunidade mantiveram contato com os pesquisadores que estão conduzindo experimentos no sistema de cultivo protegido, principalmente na parte de doenças de plantas.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

ASPECTOS QUALITATIVOS E FITOPATOLÓGICOS DE FRUTOS DE MAMÃO COMERCIALIZADOS NOS MERCADOS PÚBLICOS DE JUAZEIRO DO NORTE, CRATO E BARBALHA


Jaqueline Saraiva de Lira¹; Joaquim Torres Filho²
¹ Aluna do Curso de Agronomia do Campus da UFC no Cariri:e-mail:jaquelynejack@hotmail.com

² Orientador: Professor Adjunto do Curso de Agronomia do Campus da UFC no Cariri: joaquim.torres@ufc.br

Resumo

O presente trabalho foi realizado nos mercados públicos das cidades de Barbalha, Crato e Juazeiro do Norte, observados em um período de 60 dias nos meses de Maio e Junho, através de visitas semanais. O objetivo do presente trabalho foi realizar levantamentos para observar os aspectos qualitativos e fitopatológicos dos frutos de mamão encontrados em diferentes épocas e locais nestes mercados. Por ocasião das inspeções, foram feitos registros através de fotos digitais e procurou-se também obter informações no tocante ao processo de comercialização. Observou-se na pesquisa que de 40 barracas analisadas, 35 apresentavam frutos de má qualidade, equivalente a um índice de 87,5%. Dentro dessa porcentagem, 75% eram devido a ocorrência de fitomoléstias e os outros 25% às péssimas condições de manuseio, que inevitavelmente causam injúrias e danos aos frutos. Pode-se concluir que a rentabilidade está ligada a qualidade dos frutos (ausência de injúrias, danos e fitomoléstias), que requer cuidados para uma melhor comercialização e satisfação do consumidor.
Palavras-chave: Fruticultura; Qualidade; Fitopatologia.

Introdução

O mamão é originado do continente americano, típico de regiões tropicais e subtropicais, onde o Brasil se destaca como maior produtor do mundo sendo cultivado em todos os estados brasileiros. No Brasil são conhecidas mais de 57 variedades de mamão, nas quais estão incluídos mamão papaia, formosa, mamão-da-baía, mamão-macho, mamão-da-índia entre outros.

Dentre as muitas funções que o mamão apresenta na saúde humana, também se enfatiza seu grande foco na economia. O mamão, como outras frutas é bastante comercializado em feiras, supermercados entre outros, por suas qualidades já citadas aqui. Nestas feiras observa-se o manuseio de tais frutos e sua consequente aceitação pelo consumidor. Embasado nisto e nas visitas práticas realizadas, adquiriu-se um maior conhecimento sobre as condições nas quais os frutos estão mantidos durante o processo de comercialização. Nestas feiras foram vistas as péssimas qualidades dos frutos oferecidos ao consumidor e o despreparo dos comerciantes, no tocante às boas práticas sanitárias e ao conhecimento da origem dos produtos comercializados.

Tendo em vista a qualidade dos frutos para a alimentação humana, além de sua importância econômica, foram realizadas visitas aos mercados públicos com o intuito de se avaliar a qualidade dos frutos comercializados.

Segundo (STAKMAN e HARRAR, 1957), a “Doença de planta é uma desordem fisiológica ou anormalidade estrutural deletéria à planta ou para alguma de suas partes ou produtos, ou que reduza seu valor econômico”.

As doenças de plantas são importantes para o homem devido a causarem danos às plantas e seus produtos, bem como por influenciarem direta ou indiretamente na rentabilidade do empreendimento agrícola. As perdas pós-colheita do mamão podem ter causas diversas, dentre as quais se destacam as doenças que reduzem a quantidade e a qualidade dos produtos vegetais causando perdas econômicas, podendo levar a custos inaceitáveis de controle. (MICHEREFF, [s.d]).

Além destes fatores, os frutos são influenciados pela fertilização e estão sujeitos a perdas pós-colheita por patógenos, que podem se manifestar nos frutos isoladamente ou em conjunto com os fatores abióticos, proporcionando perdas qualitativas nas diferentes fases de comercialização.

Com vistas na produção e no mercado para atender as exigências dos consumidores os produtores procuram superar fatores que agridem os frutos como fungos, bactérias, vírus e nematóides, além de pragas. A presença desses seres indesejáveis traz uma série de alterações em toda morfologia da planta, principalmente nos frutos como: manchas, necrose, podridões, deformações e queda de flores e folhas, redução no vigor e baixa produtividade. Dentre esses, a cultura do mamão apresenta outro fator limitante no que diz respeito ao uso de produtos químicos, ou seja, existem poucos produtos reconhecidos pelo ministério da agricultura, além de ser uma cultura bastante sensível à exposição de defensivos recomendados (TODA FRUTA, 2008).

O objetivo do presente trabalho foi avaliar a qualidade dos frutos do mamoeiro e aspectos fitopatológicos de possíveis doenças de pós-colheita, nos mercados públicos das cidades em epígrafe, levando em consideração os termos de qualidade, a forma como são manuseados e a rentabilidade fornecida devido a tais condições. Com base nos resultados dos questionários aplicados, informações importantes foram colhidas para subsidiar a análise do atual contexto de comercialização.

Material e Métodos

O trabalho foi conduzido nas feiras do município do Crato, Barbalha e Juazeiro do Norte, integrantes da Região Metropolitana do Cariri, que surgiu da conurbação entre esses municípios denominado Crajubar, localizado no Estado do Ceará, nos meses de maio e junto de 2010. Com uma população correspondente a 560.325 hab (IBGE, 2009), a região tem como área de influência o sul do Ceará, onde se encontram diversos comerciantes, os quais têm no mercado a principal fonte de renda familiar.

Nos mercados públicos têm-se grande diversidade de frutos típicos, oriundos de vários locais da região, principalmente dos estados de Pernambuco, Bahia e de áreas locais cultivadas por pequenos produtores.

Durante a execução do trabalho, foram realizados registros das principais doenças e anomalias que depreciam a qualidade do fruto, através de fotografias digitais e questionários, os quais forneceram dados da origem dos frutos (mamão), a quantidade fornecida aos comerciantes, e a rentabilidade, seguindo o diagnóstico das doenças e registros de injúrias e danos. Os questionários foram analisados utilizando-se estatística descritiva com comentários sobre os vários fatos observados durante as visitas de inspeções. Com as informações adquiridas, foi possível fazer um levantamento das doenças e da qualidade dos frutos analisados nos meses de Maio e Junho, através de visitas semanais.

Resultados e Discussão

Observou-se que das 40 barracas investigadas, 35 apresentavam frutos de má qualidade, equivalente a um índice de 87,5%. Dentro dessa porcentagem 75% são devido a doenças de pós-colheita, dentre as quais podemos citar: a antracnose (Colletotrichum gloeosporioides), varíola (Asperisporium caricae) e mancha anelar ou mosaico do mamoeiro (Papaya ringspot vírus, PRSV), sendo esta última predominante. Estas doenças comprometem o aspecto qualitativo dos frutos no tocante a apresentação para comercialização, muito embora não comprometa os frutos para consumo. Os outros 25% dos frutos que não apresentaram doenças, apresentaram danos e/ou injúrias mecânicas devido ao péssimo manuseio, mostrando-se machucados, aumentando por fim o índice de má qualidade.

Uma das dificuldades levantadas foi quanto ao desconhecimento da origem dos frutos comercializados por parte dos comerciantes, fato este que contribui para o desconhecimento de possíveis áreas produtoras. Muitos feirantes são pequenos agricultores e dispõe de seus cultivos para sua própria comercialização.

Segundo Shitarra (1994) as características de qualidade dos frutos são resultantes da relação de fatores genéticos (cultivares e porta-enxerto), climáticos (temperatura, chuva, luz e vento), estádio de maturação e tratamentos pós-colheita (fatores ambientais, métodos de manuseio entre a colheita e o consumo). Com isso é interessante conhecer todo o processo que vem desde a colheita até a sua comercialização, interagindo para determinar as características finais da qualidade dos frutos que serão comercializados.

Foi questionado o processo de comercialização, verificando-se que 20% dos comerciantes não estavam satisfeitos com a rentabilidade voltada ao seu trabalho, alegando que sairiam da atividade por outras oportunidades vigentes, que oferecessem um salário fixo, pois no mercado onde trabalham a renda é aleatória, considerada incerta.


Conclusões

Conclui-se que 87,5% das barracas inspecionadas apresentavam frutos com má qualidade, o que se chama comumente de frutos de “segunda”. Bem como, 75% dos frutos com má qualidade são devido a doenças de pós-colheita, sendo que a antracnose (Colletotrichum gloeosporioides), quanto mais o fruto atingia o estágio de maturação ela ficava mais severa, seguida da varíola (Asperisporium caricae) e mancha anelar ou mosaico do mamoeiro (Papaya ringspot vírus, PRSV), sendo a última predominante, ocorrendo com maior freqüência.

Mas, 25% dos frutos comercializados apresentavam injúrias e danos em face dos processos de colheita, transporte e armazenamento.

Os resultados obtidos mostram que a qualidade dos frutos comercializados nos mercados públicos fica a dever, pois frutos com injúrias e doenças, não conseguem bons preços na comercialização. É importante haver incentivo por parte dos órgãos governamentais no que diz respeito a instrução dos feirantes, para que haja uma melhoria nas suas atividades e mantendo as feiras livres, pois elas contribuem consideravelmente para o efetivo desenvolvimento local e regional.

 Referências Bibliográficas

BERGAMIN FILHO, A.KIMATH, H. Doenças do mamoeiro Carica papaya L. In: GALLI, F. BERGAMIN, A.F (Coord). Manual de Fitopatologia. São Paulo: Agronômica Ceres, 1980.

BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. Estimativa da População. [2009]. Disponível em: . Acesso em: 29 jul. 2010.

CHITARRA, M.I.F., CHITARRA, A.B. Pós-colheita de frutos e hortaliças: fisiologia e manuseio. Lavras: ESAL/FAEPE, 1994. 289p

MARTINS, D. dos S. Situação atual da Produção Integrada de Mamão no Brasil. In: MARTINS, D dos S. (ed). Papaya Brasil: Qualidade do Mamão para o Mercado Interno. Vitória, ES: Incaper, 2003. p.253-265.

MICHEREFF, Sami J. Fitopatologia I.Conceito e Importância das Doenças de Plantas. Disponível em: . Acesso em 05 ago.2010.

PROJETO FRUTAS DO CEARÁ. Disponível em:. Acesso em 23/06/2010.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Ocorrência do nematóide Meloidogyne mayaguensis na cultura da goiabeira e medidas de manejo fitossanitário

Ocorrência do nematóide Meloidogyne mayaguensis na cultura da goiabeira e medidas de manejo fitossanitário


foto créditos: Iapar
Joaquim Torres Filho [1], Erlan Weine L Teixeira ²,



1] Professor adjunto do Curso de Agronomia do Campus da UFC no Cariri. joaquim.torres@ufc.br

[2] Aluno do Curso de Agronomia do Campus da UFC no Cariri.– e-mail: weine-x@hotmail.com



Resumo

Meloidogyne mayaguensis, é um fator limitante na produção de goiabas. As perdas devidas ao ataque de nematóides na agricultura mundial são estimadas em aproximadamente US$ 80 bilhões/ano. Assinalado pela primeira vez em Petrolina-Pe, esse fitonematóide espalhou-se por quase todo o Brasil, inclusive no Estado do Ceará, através de mudas oriundas do estado de Pernambuco. Em visita de inspeção técnica realizada no mês de junho de 2009 ao assentamento Estrela no município de Barbalha, detectou-se grave infestação do nematóide Meloidogyne mayaguensis na cultura da goiabeira. O presente trabalho tem por objetivo fazer o registro de novos focos desta fitomoléstia e contribuir para o esclarecimento das medidas de manejo integrado que devem ser implementadas para evitar prejuízos maiores aos agricultores, além de contribuir com estudo da epidemiologia desse patógeno e alertar agricultores sobre o risco que representa na aquisição de mudas infectadas com M. mayaguensis
Palavras-chave: goiabeira; nematóide; Meloidogyne; manejo.




Introdução

Uma característica do cultivo da goiabeira no Brasil é que a exploração se dá em sua grande maioria por agricultores familiares em pequenas áreas de até 3 há.. Isto demonstra que essa cultura, como a maioria das culturas frutiferas, é uma boa alternativa para os pequenos proprietários, contribuindo de sobremaneira para valorizar o trabalho dos agricultores familiares (GOMES, 2007). A produção dessa fruta se concentra nos Estados de São Paulo, Pernambuco, Rio de Janeiro, Ceará, Rio Grande do Norte e Parana (PEREIRA et al., 1983).

As perdas devidas ao ataque de nematóides na agricultura mundial são estimadas em aproximadamente US$ 80 bilhões/ano. A quantificação de perdas no Brasil não e precisa devido principalmente às interações com danos provocados por pragas e outras doenças, condições climáticas adversas, presença de plantas invasoras e inadequação de tratos culturais (RITZINGER e FANCELLI, 2006).

Meloidogyne mayaguensis foi assinalado pela primeira vez no Brasil em Petrolina (PE), Curaçá e Maniçoba (BA), causando danos severos em plantios comerciais de goiabeira (CARNEIRO, 2001). (Anais do XXIV Congresso Brasileiro de Nematologia, p. 22, 2003). Em seguida, este patógeno foi assinalado em vários estados: Rio de Janeiro (LIMA et al., 2003), de São Paulo (ALMEIDA et al., 2006; TORRES et al., 2005), do Rio Grande do Norte (Torres et al., 2004), do Ceara (TORRES et al., 2005), do Espirito Santo (LIMA et al., 2007), do Paraná (CARNEIRO et al., 2006), do Mato Grosso (Soares et al., 2007), do Mato Grosso do Sul (Asmus et al., 2007), de Santa Catarina (Gomes et al., 2008), do Rio Grande do Sul (GOMES et al., 2008).

É uma espécie polífaga, de alta virulência, com potencial de multiplicação superior a M. incognita (Kofoid & White) Chitwood em cultivares suscetíveis de tomateiro, sendo capaz de vencer a resistência da cultivar Rossol de tomateiro portadora do gene Mi, e também de batata-doce. incognita, M. javanica (Treub) Chitwood e M. arenaria (Neal) Chitwood (CARNEIRO et al., 2001). Um dos maiores problemas fitossanitários que afeta a goiabeira é causado pelo nematóide das galhas, Meloidogyne spp., que é um fator limitante a produção de goiaba em países da América do Sul (EL BORAI; DUCAN, 2005). No Brasil, CARNEIRO et al (2001) descreveram corretamente como Meloidogyne mayaguensis RAMMAH & HIRSCHMANN (1988) como o agente causal da meloidoginose da goiabeira. No Espírito Santo LIMA et al, (2007), fizeram o primeiro registro da ocorrência desse patógeno em pomares comerciais no município de Pedro Canário.

Em visita de inspeção técnica realizada no mês de junho de 2009 ao assentamento Estrela no município de Barbalha, detectou-se grave infestação do nematóide Meloidogyne mayaguensis na cultura da goiabeira. O presente trabalho tem por objetivo fazer o registro de novos focos desta fitomoléstia e contribuir para o esclarecimento das medidas de manejo integrado que devem ser implementadas para evitar prejuízos maiores aos agricultores, além de contribuir com estudo da epidemiologia desse patógeno e alertar agricultores sobre o risco que representa na aquisição de mudas infectadas com M. mayaguensis.



Material e Métodos

A constatação desta fitonematose se deu no município de Barbalha na região metropolitana do Cariri no Assentamento Estrela por ocasião de uma visita técnica demandada pelo serviço de Extensão rural. A metodologia constou de exame do quadro sintomatológico nas folhas e nas raízes e coleta de raízes para análise laboratorial. Em campo foram observados os sintomas apresentados, como é o caso do bronzeamento das bordas foliares e/ou amarelecimento total da parte aérea, além da presença de desfolha e da coloração acinzentada do tronco ou ramos principais. As observações e coletas de material foram realizadas em caminhamento aleatório com retirada de amostras de solo e raízes da rizosfera da goiabeira as quais foram encaminhadas para análise laboratorial. No campo foi feito exame visual nas raízes para observação da presença de galhas.

Resultados e Discussão

A análise baseada no quadro sintomatológico e nas raízes com galhas com ovos e larvas do nematóide confirmou a presença do nematóide M. mayaguensis na região. Segundo informações do sistema de extensão rural do Estado do Ceará – Ematerce -, as mudas que originaram o plantio já foram adquiridas de Petrolina contaminadas e o problema encontra-se generalizado na região. Essa argumentação é reforçada por Torres et al. (2007), que citam que a expansão das áreas contaminadas no nordeste está relacionada com o plantio de mudas contaminadas provenientes do município de Petrolina-PE.

Essa é uma situação preocupante, pois a grande maioria dos plantios é realizada através de financiamento – PRONAF – levando a uma grande inadimplência dos agricultores em virtude da queda da produção verificada. TORRES et al. (2007) citam que uma das formas de evitar a disseminação do patógeno seria a conscientização dos produtores quanto à necessidade de aquisição de mudas certificadas e envio de amostras de solo e de tecido vegetal para laboratórios credenciados pelo Ministério da Agricultura, quando da instalação de pomares ou do surgimento de sintomas de causa desconhecida. Essa seria uma medida que de pronto já poderia ser aplicada pelas instituições financeiras no caso de novos contratos de financiamentos.

Uma ação mais eficaz dos órgãos de fiscalização federal e estadual seria a instalação de barreiras fitossanitárias com o objetivo de aplicar as leis e cobrar documentação necessária ao trânsito de materiais de goiabeira oriundos de outros estados e dentro do próprio estado.

No tocante a sintomatologia, foram observados na parte aérea: bronzeamento,amarelecimento,

queima dos bordos e queda das folhas. Nas raízes a presença de galhas e em alguns casos em estágio avançado o apodrecimento com sintomas reflexos na parte aérea de queda das folhas e declínio generalizado da planta.

Tendo em vista o problema identificado a opção de erradicação do plantio, que proporciona redução em até 80% da população do nematóide, com a queima das raízes, seguido de alqueive e pousio do solo, com arações e gradagens seguido do plantio de plantas antagonistas como Crotalaria ou mucuna em consórcio com o milho, contribui para reduzir substancialmente a população de nematóides do solo, além de fornecer renda extra com a produção de milho. A mucuna-preta tem apresentado resultados promissores no controle de Meloidogyne spp e, quando utilizada em sistemas de rotação de culturas pode ter efeito nematicida (Carvalho e Amabille, 2006).

É importante mencionar que a área afetada deve ser de todo isolada para evitar maior disseminação do nematóide. Para novos plantios, ao adquirir as mudas, observar se o produtor de mudas é certificado e enviar amostra para inspeção em laboratório. Evitar o plantio em áreas já cultivadas com a cultura da goiabeira. Melhorar o manejo da cultura com a utilização de compostagem agregada de uma boa adubação química proporciona resultados excelentes no controle de nematóide das galhas. Gomes et al. (2008) conduziram experimentos em pomares de goiabeira ‘Paluma’ com um e sete anos de idade infestados com M. mayaguensis com aplicação de esterco de curral, bagaço de cana adicionado de torta de filtro, adubação mineral e resíduo de abatedouro avícola. Os autores observaram que o composto residual de abatedouro avícola e o esterco bovino apresentaram potencial para o manejo de M. mayaguensis.



Conclusões

Em visita técnica por solicitação da Ematerce regional Cariri, constatou-se no assentamento Estrela no município de Barbalha a presença de plantas de goiaba apresentando quadro sintomatológico de fitonematose causada por M. mayaguensis.

Com base nas observações de campo e de laboratório, constata-se que o quadro do cultivo de goiabeira na região do Cariri se encontra ameaçado com a incidência dessa fitonematose. Medidas de manejo para essa doença passam necessariamente pela erradicação total de pomares contaminados, com a aplicação de práticas de alqueive e pousio do solo, com arações e gradagens e plantio consorciado de Crotalaria, mucuna ou cravo de defunto com a cultura do milho, esta última com o intuito de proporcionar uma renda para o agricultor.

Por outro lado, a agência de defesa agropecuária do estado do Ceará deve implementar reforço nas barreiras fitossanitárias para controle de materiais oriundos de outros estados e que possam aumentar ainda mais a disseminação do nematóide.



Agradecimentos

Os autores agradecem ao apoio dos técnicos do escritório da Ematerce de Barbalha e dos agricultores do assentamento Estrela.



Referências Bibliográficas



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Meloidogyne mayaguensis em goiabeira e outras culturas. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE NEMATOLOGIA, 24., 2003, Petrolina. Anais..., Petrolina, 2003, p. 22.

CARNEIRO, R.G., MONACO, A.P.A.; LIMA, A.A.C.; NAKAMURA, K.C.; MORITZ, M.P.; SCHERER, A.; SANTIAGO, D.C. Reacao de gramineas a Meloidogyne incognita, a M. paranaensis e a M. javanica. Nematologia Brasileira, 30(3): 287-291, 2006.

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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

AVALIAÇÃO DO USO DE AGROTÓXICOS NA AGRICULTURA FAMILIAR NO MUNICÍPIO DE JARDIM - CE.

Hernandes Rufino dos Santos [1]; Joaquim Torres Filho [2].


[1] Aluno do Curso de Agronomia do Campus da UFC no Cariri.– e-mail: hernandesufc@yahoo.com.br

[2] Orientador: Professor adjunto do Curso de Agronomia do Campus da UFC no Cariri. e-mail: joaquim.torres@ufc.br

 
Resumo

Com o estímulo de uma produção cada vez maior, para aumentar a produtividade, o uso de agrotóxicos passou a ser uma regra nos plantios. Os Agrotóxicos são usados em larga escala em grandes e pequenas áreas de todo o Brasil. O desconhecimento de qualquer informação sobre seu uso mostra a vulnerabilidade dos produtores rurais a qualquer tipo de pesticida. O trabalho foi conduzido no distrito de Novo Horizonte no município de Jardim - CE com agricultores familiares que utilizam agrotóxicos em seus plantios. Foram realizadas vinte entrevistas no período de maio a junho de 2010. Foi aplicado um questionário com perguntas sobre a cultura plantada, aquisição, preparo e aplicação de agrotóxicos. Quando questionados se recebem orientação para o uso racional de agrotóxicos, foi unanimidade o não, representando todos os entrevistados. Não existe treinamento e muito menos recomendação para uso e manuseio de agrotóxicos. Sabendo-se que é muito comum o uso de calendário para aplicação de agrotóxicos, perguntou-se se eles aplicam de maneira preventiva: (92,30%) responderam que não e (7,70%) positivamente. Quanto a confiabilidade dos resultados obtidos pela aplicação dos agrotóxicos, todos foram unânimes em afirmar que sim, muito embora não tenham parâmetros para afirmar tal assertiva. Verifica-se uma situação de grande risco para aplicadores e para o meio ambiente, pela ausência de orientação, muito menos capacitação técnica. Não existe fiscalização sobre a emissão de receituário agronômico, muito menos fiscalização de órgãos competentes.