sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Cientistas criam 'show de luz' com bactérias modificadas

22/01/2010 - 20h50 matéria publicada no UOL CIÊNCIA E SAÚDE

Cientistas americanos conseguiram criar um “show de luzes” com bactérias, geneticamente modificadas para emitir brilho em sincronia.

No experimento, a equipe de estudiosos da Universidade da Califórnia em San Diego criou "relógios genéticos" sincronizados nas bactérias, programando-as para ligar e desligar uma proteína que brilha.

As ondas sincronizadas, ou oscilações, são importantes para os cientistas, pois elas controlas funções importantes no corpo humano, como o ciclo de sono, os processos de aprendizado e a liberação regular de substâncias no corpo, incluindo insulina.

Controladas, essas ondas de atividade poderiam ser usadas, no futuro, para criar sensores biológicos ou para programar células para liberarem doses periódicas de remédios.

O estudo foi publicado na revista Nature.


Veja vídeo com show de luzes” feito com bactérias
'Conversa de célula'
A mesma equipe de cientistas, liderada pelo pesquisador Jeff Hasty, conseguiu há um ano produzir células que "piscavam" e podiam ser ajustadas para alterar a periodicidade com que suas luzes acendiam e apagavam.

Mas, nesta última experiência, os cientistas conseguiram que as bactérias sincronizassem suas atividades enquanto a colônia crescia.

"Se você quer um sensor, e quiser usar a periodicidade das células ao ligar e desligar para sinalizar algo a respeito do ambiente, você precisa de um sinal sincronizado", afirmou Hasty.

Para conseguir este sinal, o cientista e sua equipe incorporaram dois genes nas bactérias.
Um dos genes produziu o que ele descreveu como "um sistema de resposta negativa". Este foi o componente crucial que estimulou as oscilações nas células, ligando e desligando a proteína que brilha.

O outro gene produziu um elemento químico que se moveu entre as bactérias, permitindo que elas conversassem e comunicassem umas às outras a taxa de oscilação.

O professor Martin Fussenegger, cientista da Universidade EHT de Ciência e Tecnologia de Zurique, na Suíça, afirmou que esta foi a "primeira vez que dispositivos de tempo em células diferentes foram sincronizados".

"É um feito incrível. Mas o verdadeiro avanço (será quando) pudermos fazer isso com células de mamíferos, e esta pesquisa estabeleceu a base para isto", acrescentou o cientista, que não participou do estudo, à BBC
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http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultnot/bbc/2010/01/22/cientistas-criam-show-de-luz-com-bacterias-modificadas.jhtm

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

PESQUISA ENCONTRA CONTAMINAÇÃO EM ÔNIBUS DE SÃO PAULO

07/11/2008 10h12

Quem anda de ônibus em São Paulo tem um ótimo motivo para lavar as mãos logo depois. Pesquisadores da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo coletaram 120 amostras em balaústres de 40 ônibus da cidade e descobriram que todas estavam contaminadas com microorganismos. O estudo foi publicado em outubro na revista "Arquivos Médicos", editada pela instituição.

Apesar de não causarem danos maiores a pessoas que têm a imunidade conservada, os microorganismos encontrados podem provocar infecções em quem tem resistência mais baixa, como idosos, bebês, pessoas que passaram por um transplante ou que tomam remédios imunossupressores -que baixam as defesas do organismo. As infecções podem ir de simples dermatites ou abcessos na mão a pneumonias, dependendo do grau de resistência.

Segundo Lycia Mimica, presidente da comissão de controle de infecção hospitalar da Santa Casa e professora de microbiologia da Faculdade de Ciências Médicas da instituição, o resultado era esperado.

"O pessoal vem com a mão suja e passa essas bactérias para o ônibus ao segurar nele. O próximo que chega, então, pega no mesmo local e se contamina", explica. Ela diz que o mesmo processo provavelmente ocorre em trens, táxis e outros veículos de transporte público.

Segundo Mimica, o problema do ciclo de contaminação seria minimizado com uma medida corriqueira: lavar as mãos. "O risco passa a ser praticamente zero. Mas as pessoas não têm esse costume. Andam por aí, tocam mil superfícies diferentes, mas só lavam as mãos quando saem do banheiro."

Ela diz que não se trata de falta de higiene das empresas de ônibus. "O fluxo de passageiros entre uma viagem e outra é muito grande, não haveria jeito de a empresa controlar. O passageiro é que tem que tomar cuidado mesmo."

Apesar de a maioria dos microorganismos encontrados não ser dos mais patogênicos nem apresentar grande resistência a antibióticos, Mimica diz que nada impede que uma pessoa com doenças como pneumonia ou diarréia transmita microorganismos mais danosos da mesma forma. E uma das amostras da pesquisa continha uma bactéria mais perigosa, o MRSA (um tipo de estafilococo), até recentemente restrito a hospitais. Mas trabalhos atuais vêm relatando sua presença na comunidade.

Atualmente, o grupo de Mimica pesquisa visitantes de pacientes internados na UTI e detectou a presença da bactéria nas mãos dessas pessoas no momento em que saem do hospital. "O familiar toca ou abraça o paciente e esquece de lavar a mão quando sai. Com isso, acaba transportando a bactéria para fora do hospital."

Para Jacyr Pasternak, infectologista do Hospital Israelita Albert Einstein, o grande problema em ambientes com muita aglomeração de gente, como os ônibus, é a transmissão de doenças pelo ar, como gripe, tuberculose e rotavírus. "Se a pessoa tosse perto de você, pode transmitir a doença. E não há muito o que fazer nesse caso, já que ninguém vai ficar andando de máscara por aí", diz.

Ele lembra, no entanto, que não há que se alarmar por cada bactéria que aparece, pois muitas vivem pacificamente no nosso organismo. "Vivemos num mundo de micróbios. Para cada célula humana, há mil células bacterianas que coexistem no nosso organismo. Isso é inevitável", afirma.

Fonte: Folha de São Paulo


http://www.sbinfecto.org.br/default.asp?site_Acao=MostraPagina&paginaId=134&mNoti_Acao=mostraNoticia¬iciaId=2909

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

CONTROLE CULTURAL




• O controle de uma fitomoléstia, na maioria das vezes ocorre com a aplicação de defensivos agrícolas. Dado ao imediatismo que muitas vezes requer a situação, principalmente tendo em vista a falta de planejamento do manejo das doenças que poderiam ocorrer no plantio faz-se uso do combate a conseqüência em detrimento da causa. Um processo de planejamento de condições de pré-plantio e durante o desenvolvimento da planta em detrimento ao agente causal de um fitomoléstia, leva a se antecipar aos fatos tendo como objetivo maior a prevenção ou a interceptação da epidemia por outros meios que não sejam a resistência genética e o uso de pesticidas.
• Todo o trabalho é realizado no sentido de se buscar diminuir o possível contato entre a planta suscetível e o agente causal, através do inóculo viável de maneira a reduzir a taxa de infecção e o subseqüente progresso da doença.
• A aplicação do controle cultural se baseia no fato de que o objetivo é se antecipar-se a qualquer fitomoléstia que venha ocorrer, ou seja, procurar monitorar o ambiente e buscar alternativas como:
a) supressão do aumento e/ou a destruição do inóculo existente;
b) escape das culturas ao ataque potencial do patógeno;
c) regulação do crescimento da planta direcionado a menor suscetibilidade
É fundamental conhecer bem o ambiente, os patógenos que ocorrem na região, bem como conhecer os cultivos do entorno, ou seja, a vizinhança.
• Utilizar rotação de cultura
• uso de material propagativo sadio
• eliminação de plantas vivas doentes ("roguing")
• eliminação ou queima de restos de cultura
• incorporação de matéria orgânica no solo
• preparo do solo (aração)
• fertilização (nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio)
• irrigação;
• densidade de plantio;
• épocas de plantio e colheita;
• enxertia e poda;
• barreiras físicas e meios óticos para controle de vírus.
Toda atenção deve ser dada, que o somatório de todas medidas de controle cultural com outras medidas de controle, devem compor um sistema mais compacto de manejo de doenças de plantas.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Deu no G1.globo.com: Pesquisa mapeia como bactéria resistente se espalhou pelo mundo


Round, colônias cremosas de Acidovorax avenae subsp. citrulli (Courtesy R. Walcott)


Pode um surto de infecções por Staphylococcus aureus em um hospital de Londres estar relacionado com uma cepa da bactéria vinda do sudeste asiático? De acordo com uma pesquisa, publicada pela revista “Science”, sim.

Utilizando uma nova técnica de análise de sequências do DNA, pesquisadores britânicos mapearam pela primeira vez como a bactéria resistente a antibióticos, conhecida como MRSA, se espalhou pelo mundo nas últimas décadas.
Mais de 30% das pessoas sadias carregam a bactéria Staphylococcus aureus (suscetível à meticilina) na pele e nas fossas nasais”, disse ao G1, Sharon Peacock, do Departamento de Medicine da Universidade de Cambridge e da Universidade Mahidol, na Tailândia, um dos autores do estudo.

“A MRSA é uma variante da bactéria, resistente à meticilina, é carregada pelas pessoas da mesma forma, porém em menor quantidade. Se um indivíduo colonizado pela bactéria viaja de um local para outro, isso dá a oportunidade dela se disseminar de uma pessoa para outra”, explicou Peacock
A maioria das infecções por MRSA ocorre em hospitais e serviços de saúde e podem ser fatais. Os métodos atuais de comparação das cepas da bactéria coletadas dos pacientes não dá informações suficientes para definir precisamente a relação entre elas. O método desenvolvido pelos pesquisadores mapeia os genes de diferentes cepas de MRSA em pontos com poucas variações nas letras da sequência de DNA.
Leia mais em: WWW.g1.globo.com ciência e saúde / biologia

22/01/10 - 06h30 - Atualizado em 22/01/10 - 09h18

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Fitopatologia: Ensino em uma visão holística


O ensino da Fitopatologia requer conhecimentos de várias outras disciplinas, as quais constituem pré-requisito para que o aluno possa se matricular na disciplina que ensina o manejo das doenças de plantas.

Não obstante tal situação, foi-se o tempo em que decorar nome de agentes causais de doenças de plantas era fator fundamental no processo de aprendizagem. Em contrapartida, os conhecimentos gerados pela Biologia, Botânica, Fisiologia Vegetal e outras disciplinas, essenciais para o aprendizado da Fitopatologia, não recebiam a ênfase necessária no contexto do processo de ensino e aprendizagem.

Isso posto, convém ressaltar que, o professor no momento em que aborda um determinado tema, como por exemplo: "ambiente e doenças de plantas", deve estimular o aluno a pensar de modo transdisciplinar (entre e dentro), deixando de lado o disciplinar e além disso adicionar boa dose de uma visão holística.

Combater e/ou manejar a causa em detrimento da consequência é o "X" da questão. Veja por exemplo a incidência do fungo Colletotrichum gloeosporioides no maracujazeiro. Normalmente a incidência se dá em condições ambientais de temperaturas altas durante o dia com a presença de chuva ou orvalho durante a noite (causas ambientais) e devido a plantas que estão nutricionalmente frágeis. Examinando-se a causa,medidas de manejo integrado tornam o controle mais eficiente do que simplesmente recomendar a aplicação de um produto "A" ou "B".

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Prática Etiologia




Etiologia -

A
Agente causal: É um agente biótico ou abiótico que pode causar irritação e provocar uma doença.

C
Ciclo primário: É quando o agente patogênico inicia sobre o hospedeiro suscetível após um período de repouso ou a partir da fase de saprogênese.

Ciclo secundário: É o ciclo que sucede a um ciclo primário ou a um outro ciclo secundário sem a interposição de um período de repouso ou dormência, ou de uma fase saprofítica.

Colonização: Implica na distribuição do patógeno dentro do tecido do hospedeiro.

Colonização generalizada: Quando a colonização assume proporções gerais, com o parasita disperso por toda ou quase toda planta.

Colonização localizada: Quando o patógeno fica circunscrito aos tecidos adjacentes ao local de penetração, ou quando, embora se afastando do lugar de penetração, o patógeno fixa-se em determinados órgãos da planta.

D
Disseminação: Espalhamento, dispersão, movimentação do patógeno.

Doença parasitária: Doença resultante da interação hospedeiro-patogeno-ambiente.
E

Ectoparasita: São os indivíduos que se desenvolvem na superfície do hospedeiro.

Endoparasitas: São os indivíduos que se desenvolvem, quando em colonização, no interior do hospedeiro.

Enfermidade: Significa doença, moléstia.

Espoliação: Modalidade de colonização onde o parasita desvia, em seu favor, os princípios nutritivos presentes nos tecidos vivos do hospedeiro.

Etiologia: É o estudo das causas de doenças de plantas e tem como objetivo o estabelecimento de medidas adequadas de controle.

Exploração: É o processo mais comum de colonização, culminando com o desencadeamento de efeitos necróticos, sintomas presentes na maioria das infecções. No caso, os patógenos consomem os tecidos do hospedeiro.

F
Fonte de inóculo: É o local onde os inóculos são produzidos.

Formae specialis: Populações de um organismo, que não se diferenciam morfologicamente e sim em sua patogenicidade, estabelecida em plantas de espécies botânica diferentes.

Fungos: Designação comum aos organismos do reino Fungi, heterotróficos, espécies saprófagos ou parasitas, aclorofilados, uni ou pluricelulares, com parede celular de quitina, estrutura principalmente filamentosa e cuja nutrição se dá por absorção. Os exemplos mais conhecidos são os mofos e cogumelos.

H
Hemiparsitas: São os vegetais superiores, providos de capacidade fotossintética mas destituídos, provisória ou permanentemente , de raízes, pelo que retiram de outros fanerógamos a indispensável seiva bruta.

Heterocariose: Fenômeno observado em alguns fungos patogênicos, consiste na presença, no mesmo talo, de núcleos geneticamente distintos, ali estabelecidos, habitualmente, através de anastomose (união de hifas).

Hospedeiro: Que abriga e/ou nutre outro organismo, parasita ou não (diz-se de organismo).

I
Infestação: Presença maciça do patógeno em alguma parte, seja no solo, nos depósitos, nas plantas, etc., sendo que ,na planta, a infestação não implica obrigatoriamente, na incidência de doença.

Inoculação: Deposição do inóculo á superfície do órgão suscetível.

Inóculo: É qualquer unidade estrutural do patógeno capaz de causar infecção.

Intoxicação: Modalidade de colonização, onde muitos agentes patogênicos excretam metabólitos tóxicos que alteram as células e tecidos do hospedeiro, ora determinando efeitos necróticos, ora plásticos.

M
Mecânica: Processo de colonização de ação complementar, desenvolvida paralelamente, a ação exploradora, por força da localização de certos patógenos. Com efeito, desde que crescendo no interior dos vasos da planta, as colônias do parasita terminam entulhando os vasos, em prejuízo da circulação da seiva.

Mutação: Alteração repentina sofrida pelo genótipo, em razão das modificações ou perda de genes.

P
Parasita: É o individuo que vive as expensas de outro ser vivo.

Parasita específico: É o indivíduo que exerce o parasitismo sobre uma única espécie ou variedade de planta.

Parasita facultativo: É o indivíduo que normalmente se desenvolve como saprófita, mas que é capaz de passar parte ou todo o seu ciclo de vida como parasita. São facilmente cultivados em meio de cultura. Ex.:fungos como Rhizoctonia solani e Sclerotium rolfsii.

Parasita heteróico: É o individuo que têm de passar por dois hospedeiros distintos, a fim de completar o seu ciclo.

Parasita isóico: É o individuo que necessita de uma única planta hospedeira para desenvolver todo o seu ciclo evolutivo.

Parasita obrigatório ou holoparasita: É o indivíduo que vive exclusivamente as expensas de outro ser vivo, cuja a substância orgânica necessária à sua subsistência é retirada de células do hospedeiro. Ex. fungo das ferrugens e oídios.

Parasita polífago: É o individuo que exerce o parasitismo em mais de uma espécie de planta.

Parasitismo: Associação interespecífica que se processa com benefícios para uma das partes (o parasita), em detrimento da outra(o hospedeiro).

Parassexualidade: Fusão de núcleos heterocarióticos seguindo-se a isto os processos de meiose e cariogamia. Consiste na variabilidade genética dos agentes patogênicos.

Patogênese: É a fase em que o organismo está causando doença. O período em que o patógeno vive intimamente associado ao hospedeiro, firmando com o mesmo as relações que caracterizam o processo de infecção.

Patogenicidade: É a capacidade que um patógeno possui, de associar-se ao hospedeiro e uma causar doença.

Patógeno: É qualquer organismo capaz de causar doença infecciosa em plantas, ou seja, fungos, bactérias, vírus, viróides, nematóides e protozoários.

Penetração: É a fase que envolve todos os fenômenos biológicos que sucedem desde a deposição do inóculo na superfície do órgão suscetível até a implantação do patógeno no local da planta onde ele iniciará o processo de colonização dos tecidos.

Postulados de Koch: uma série de princípios destinados a provar, experimentalmente, a patogenicidade de um organismo. Os postulados de Koch podem ser assim anunciados: I. Associação; II. Isolamento; III. Inoculação e VI. Reisolamento.

I-O patógeno deve estar associado à enfermidade;

II- O microorganismo associado aos tecidos enfermos deve ser isolado, cultivado em meio de cultura e estudado;

III- Inocular o microorganismo então isolado em hospedeiro sadio da mesma espécie ou variedade, nas mesmas condições de meio, e verificar se há produção dos sintomas e sinais característicos da enfermidade em estudo;

IV-O microorganismo deve ser reisolado a partir da “cobaia”, novamente estabelecido em meio de cultura e identificado, por suas características morfológicas, com o organismo primitivamente isolado;

R
Raça fisiológica: Populações de uma espécie que não se diferenciam morfologicamente e sim fisiologicamente que são identificadas através de reações diferenciais em diferentes cultivares de uma mesma espécie botânica.

Reprodução do patógeno: Marca a última fase da infecção e, potencialmente o ponto de partida para novas infecções, na esteira dos novos ciclos do patógeno que se sucedem a partir das estruturas ali constituídas.

S
Saprófitas: São os seres que vivem de matéria orgânica em decomposição.

Saprogênese: É a etapa do ciclo de vida que transcorre em regime saprofítico, com o patógeno desenvolvendo-se ás expensas da matéria orgânica do solo, ás custas dos tecidos necrosados do hospedeiro ou em restos de cultura. Putrefação da matéria orgânica.

Semente: Estrutura formada a partir do óvulo fecundado das plantas angiospermas e gimnospermas e que geralmente consiste em um ou mais tegumentos que envolvem o embrião e o material nutritivo para o seu desenvolvimento em plântula; apresenta grande diversidade de forma e também de apêndices (Nas angiospermas, o tecido nutritivo (endosperma) pode envolver o embrião ou estar armazenado nos cotilédones do próprio embrião; nas gimnospermas, é o gametófito feminino que nutre o embrião).

Simbiose antagônica ou parasitismo: Beneficio para apenas uma das partes.

Simbiose mutualística ou mutualismo: É a associação entre seres vivos na qual ambos são beneficiados.

Simbiose neutra: É quando a associação é indiferente ou influente para ambas as partes.

Sintoma: Alterações estruturais ou funcionais sofridas pelo hospedeiro. Dentro do ciclo da doença, os sintomas representam uma fase avançada do processo dinâmico, fase em que o hospedeiro exibe a sua suscetibilidade em função da patogenicidade exibida pelo agente causal.

T
Teste de patogenicidade: É a confirmação ou não do agente causal da doença.

V
Virulência: É o grau de patogenicidade.

Referências

AYCOCH,R._ Stem rot and other diseases caused by Sclerotium rolfsii. North Caroline Exp. Sta. Tech. Bul., 174: 1-202.

GALLI,F> et al.-1968- Manual de Fitopatologia, doenças das plantas e seu controle Bibl. Agronômica Ceres, S. Paulo, 640pp.

LORDELLO, L.G. E.-1968-Nematóides das plantas cultivadas,Livraria Nobel S.A.,S.Paulo,141pp.

MARCHIONATTO, J. B.-1948- Tratado de Fitopatologia, Ediciones Libreria del Colegic, buenos Aires,537pp.

PERMETER Jr., J. R.,W. C. SNYDER & R. S. REICHLE-1963-Heterokaryosis and variability in plant pathogenic fungi. An. Review Phytopathology, 1 : 51-76.

VALIELA, M. V. F. -1952- Introduccin a la Fitopatogia Tallees Gráficos “Gadola”, Buenos Aires,872pp.

VASCONCELLOS, I &J. J. da PONTE-1963- Fitopatologia , apstilas, Escola de Agronomia da UFC, fortaleza , 355pp.

WHETZEL, H. H.-1941- Tehe terminology of Phytopathology. Proc. Int. Conf. Phytop., 1204-1215.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

A IMPORTÂNCIA DO BOM SENSO PARA O FITOPATOLOGISTA




Tivemos um tempo em que a solução única para o controle de doenças de plantas era a imediata aplicação de defensivos agrícolas ou agrotóxicos (este nome mais comum). A verdade é que cada vez mais nos deparávamos com problemas concernentes a aplicação desses produtos.
Problemas relativos a aquisição de defensivos era o primeiro deles, pois se comercializava produtos em sacos plásticos de 1 ou 2kg que não eram embalagens originais.
Depois a qualidade da calda e o seu preparo, aí incidindo problemas relativo ao pH e a qualidade da água utilizada. A aplicação em si era um dos mais graves problemas, pois se o aplicador trabalhasse recebendo por diária era um rendimento e se trabalhasse por empreita era outra.
Complicado ainda mais era a questão do respeito ao período de carência - intervalo entre a última aplicação do produto e a colheita - quase ninguém respeitava.
A coisa mudou com o emprego das técnicas de manejo integrado de doenças, mas também, como dizia um amigo meu, o técnico deve possuir BS, não de graduação, mas sim de bom senso, deve ser mestre, não significa que tenha mestrado mas sim que saiba administrar o manejo integrado das doenças e deve ser doutor, não necessariamente que tenha doutorado, mas que tenha vivência o suficiente para dar conta do recado.
Uma das dicas que todo técnico deve ter em mente é separar o que é causa e o que é efeito, e mas do que isso saber que o homem interfere no triângulo epidemiológico e muitas vezes é o manejo cultural inadequado que é a causa do aparecimento de determinadas fitomoléstias.
Uma irrigação inadequada, como por exemplo a aspersão sobre o repolho, pode contribuir para aparecimento de fitobacterioses. Um excesso de adubação nitrogenada em tomateiro, principalmente se for com uréia, pode contribuir para o aparecimento do talo ôco.
Ter a visão do todo (holismo) e ao mesmo tempo ouvir o produtor rural e conhecer a realidade local é o ponto de partida para aplicação de um manejo adequado com vistas a prevenir o aparecimento de surtos epidêmicos de fitomoléstias.