terça-feira, 23 de dezembro de 2008

PATOLOGIA PÓS-COLHEITA DE FRUTAS NA REGIÃO DO CARIRI








UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ – CAMPUS DA UFC NO CARIRI
CURSO DE AGRONOMIA


INTRODUÇÃO
As fitomoléstias causadas por microrganismos patogênicos como, fungos, bactérias e vírus, constituem as causas mais sérias de perdas pós-colheita;

Esse ataque pode acontecer nas fases de pré e pós-colheita dos frutos e resultar no desenvolvimento de podridões;

Danos mecânicos, mudanças físicas e fisiológicas predispõem as frutas e/ou hortaliças ao ataque de microrganismos, cujo crescimento é favorecido quando as temperaturas e umidades relativas do ar são propícias ao desenvolvimento dos patógenos.

Tipos de infecção pós-colheita:

Quiescente ou latente: quando o fruto é infectado ainda ligado à planta-mãe, mas só se manifesta após a colheita, ou melhor, durante o amadurecimento.
Ex: Colletotrichum gloeosporioides; Alternaria alternata.

Imediata: quando os frutos infectados ou contaminados manifestam em pouco tempo os sintomas da doença.
Ex: Aspergillus, Penicillium, Fusarium, Cladosporium e Rhizopus (Mohammad Menhazuddin Choudhury, 2008).

Por que o interesse PÓS-COLHEITA?

Aumento na produção;
Aumento no consumo;
Abastecimento regular no mercado, in natura e industrial;
Perdas e danos (quantitativa e qualitativa) – injúrias, fitopatológicas ou fisiológicas.

OBJETIVO

Este trabalho teve por objetivo realizar um levantamento preliminar das principais doenças pós-colheita de frutas da região do Cariri tendo por base as cidades de Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha.

RESULTADOS

Cultura Doença Agente Causal
Mamoeiro Antracnose Colletotrichum gloeosporioides
Mangueira Antracnose Colletotrichum gloeosporioides
Abacateiro Antracnose Colletotrichum gloeosporioides
Abacaxizeiro Gomose Fusarium subglutinans
Laranjeira Podridão Verde Penicillium digitatum
Abacateiro Verrugose Sphaceloma perseae Jenkins
Maracujazeiro Pinta Bacteriana Xanthomonas campestris pv passiflorae


CONCLUSÃO

Produto vegetal colhido é produto VIVO!

Pós-colheita é garantida pela técnica de manejo!

O que acontece na produção e na colheita, reflete na pós-colheita.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Patologia Pós-colheita



Varíola do Mamoeiro
• Agente Causal: Asperisporium caricae


É a doença mais comum no mamoeiro ocorrendo tanto em plantios comerciais como em plantios domésticos. Os esporos são disseminados pelo vento e respingos de chuva.
SINTOMAS:
• A varíola é uma infecção do mamoeiro que se inicia normalmente nas folhas inferiores da planta, mas algumas vezes pode começar nas folhas novas e nos frutos;
• Na parte inferior das folhas, o fungo desenvolve frutificações pulverulentas, circulares e levemente angulosas;
• As manchas têm coloração cinza-clara no centro, cercada por linhas concêntricas, de margens marrom-escuras ou pretas;
• Na face superior das folhas, ocorrem pequenas manchas de forma arredondada, de cor pardo-clara, cercada por um halo amarelo;
• Quando a incidência da doença é intensa, os sintomas podem ser amarelecimento, queda prematura das folhas e retardamento do crescimento e vitalidade das plantas;
• A queda de grande quantidade de folhas pode provocar queimaduras nos frutos, devido ao contato direto com o sol;
• Os primeiros sintomas da doença nos frutos verificam-se quando estes, ainda pequenos e verdes, apresentam nos tecidos áreas circulares com aspecto encharcado, em cujo centro notam-se pontos esbranquiçados, tornando-se posteriormente pardacentos e salientes;
O tamanho das manchas acompanha o desenvolvimento dos frutos, adquirindo coloração mais escura e atingindo apenas a camada externa do fruto, que fica mais endurecida, porém sem atingir a polpa;
Controle Químico:
Pulverizar principalmente os frutos e as folhas, preferencialmente, na página inferior com fungicidas a base de oxicloreto de cobre, mancozeb ou benzimidazol, nas dosagens recomendadas.

domingo, 30 de novembro de 2008

Prof. J.J. da PONTE lança novo livro




Aconteceu no dia 29 de novembro na sede da Associação dos Professores do Ensino Superior do Ceará, o lançamento do livro Controle alternativo de pragas e doenças de plantas de autoria de José Júlio da Ponte e Erbene Góes da Ponte. Prof. J.J. da Ponte apresenta em sua obra, uma grande contribuição para aqueles que cultivam uma agricultura dentro da filosofia da Agroecologia. O livro apresenta-se em uma linguagem simples e objetiva, com boas ilustrações e dividido em duas partes: a primeira versando sobre medidas alternativas de controle e a segunda sobre defensivos agrícolas naturais. Ao adquirir o livro, o comprador recebe como bonificação a Cartilha da Manipueira, uma publicação que mui facilmente pode levar informações importantes para os agricultores e seus filhos sobre como utilizar a manipueira no controle de pragas e doenças. A propósito, lembro-me que, minha primeira publicação científica foi justante com a utilização da manipueira no controle do nematóide das galhas, publicação esta, realizada em parceria com o Prof. J.J da Ponte.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Antracnose do mamoeiro: problema pós-colheita


Doença: Antracnose
Patógeno: Colletotrichum gloeosporioides

n As perdas pós-colheita de frutas no Brasil ocorrem na ordem de quase 40%. No mamão em particular, a antracnose pode ser considerada a fitomoléstia que proporciona maiores prejuízos tanto ao comerciante como ao consumidor. A ocorrência da fitomoléstia em regime de pós-colheita está muito associada a problemas de manuseio, transporte e armazenamento. O lado econômico das perdas provocadas por essa doença é bastante significativo, pois o consumidor ao adquirir o fruto em supermercados ou na feira livre, em princípio encontra-o aparentemente sadio, mas tão logo o fruto seja colocado na fruteira aparecem os primeiros sintomas. De um modo geral, as doenças de planta reduzem a quantidade da produção; reduzem a qualidade da produção; aumentam o custo de produção; condicionam o tipo de produção. No caso específco da ocorrência da antracnose do mamoeiro em condições de pós-colheita, os prejuízos incidem diretamente na qualidade do produto ofertado. Lamentavelmente, ainda encontramos um percentual razoável de frutos de mamão com sintomas da antracnose em estágio muito avançado, fato este que reflete diretamente na rejeição do cliente ao produto. Poderíamos resumir as recomendações para o controle da citada doença enfatizando que medidas de manejo adotadas para o agronegócio deveriam ser também incorporadas aos frutos que se destinam ao comércio interno.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

AGROTÓXICO: FOTOS E FATOS





A problemática do uso de agrotóxicos é uma realidade nos campos agrícolas de nosso imenso país. No Ceará, esta realidade não é muito diferente, haja vista que regiões como a Ibiapaba, Baixo Jaguaribe e Cariri, podemos encontrar problemas na utilização desses produtos. O tomateiro em particular, é uma cultura cujo cultivo sempre se encontra aliado ao uso intensivo de agrotóxicos. Problemas que se iniciam pela venda sem uso do receituário agronômico, falta de respeito quanto ao período de carência (intervalo entre a última pulverização e o início da colheita), descarte de embalagens, misturas incompatíveis, entre outros. Neste sentido, o curso de Agronomia da UFC no campus da UFC no Cariri, iniciou um trabalho de avaliação da realidade do uso de agrotóxicos na região. Em uma visita prévia no município de Missão Velha no distrito de Jamacaru, os professores Joaquim Torres (Fitopatologia), Carlos Wagner (Irrigação), Marcus (Zootecnia) acompanhados do Engenheiro Agrônomo Hilton Cruz Leite, visitaram duas propriedades onde o tomateiro é cultivado, encontrando problemas como a falta de EPI para aplicação dos agrotóxicos e descarte de embalagens. Os alunos da disciplina Fitopatologia I com a orientação do professor da disciplina, irão conduzir um diagnóstico prévio que ao seu final irá identificar os principais gargalos existentes e a partir dos problemas identificados, um programa de educação ambiental deverá ser implantado com o intuito de educar melhor o agricultor no que concerne ao uso desses produtos, inclusive com a recomendação de métodos alternativos.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Fundo preto


Em visita a localidade de Jamacaru no município de Missão Velha, constatamos a presença em um plantio de tomateiro de sintomas da podridão estilar.

Em condições de irregularidade no suprimento de água no processo de irrigação, o déficit hídrico no solo conduz obrigatoriamente à deficiência de nutrientes. A deficiência de Ca é o exemplo clássico da importância da água na absorção de nutrientes pelas plantas. Ela ocasiona na cultura do tomateiro o distúrbio conhecido como fundo preto, e que se manifesta com mais freqüência em situações de estresse hídrico.
O sintoma se inicia com a flacidez dos tecidos da extremidade dos frutos, que evolui para uma necrose deprimida, seca e negra. O sintoma é normalmente conhecido como podridão estilar ou "fundo-preto". Irregularidades no suprimento de cálcio ou que interfira no processo de translocação para o fruto pode provocar deficiência.
Deficiência hídrica,
Salinidade alta,
Elevados teores de nitrogênio, enxofre, magnésio, potássio, cloro e sódio na solução do solo,
pH baixo,
utilização de altas doses de adubos potássicos e nitrogenados, principalmente as fórmulas amoniacais, além de variedades sensíveis, são alguns fatores que condicionam a ocorrência dessa fitomoléstia.
.A aplicação adequada de corretivos e com a adoção de um manejo eficiente da irrigação, evita que a planta sofra estresse hídrico, principalmente nas fases de florescimento e crescimento dos frutos.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

AULA PRÁTICA: SINTOMATOLOGIA




Alunos da disciplina Fitopatologia I do quinto semestre do curso de Agronomia da Universidade Federal do Ceará do Campus do Cariri, estiveram no dia 05 de novembro no município de Barbalha para aula prática sobre sintomatologia. Seguindo uma metodologia de trabalho, os alunos coletavam materiais (folhas, frutos, ramos, etc) exibindo sintomas de fitomoléstias e fotografavam o material para apresentação posterior na sala de aula.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Verrugose do abacate




Agente causal :

Sphaceloma perseae Jenkins
Elsinoe perseae Jenkins

Prejuízos:
Queda prematura dos frutos;
Redução do tamanho e da qualidade,
Além de sua desvalorização comercial

Doença muito comum, encontrada em frutos comercializados em feiras livres e até em supermercados.

material coletado por alunos da disciplina Fitopatologia I UFC Campu Cariri

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

ALUNOS DE MICROBIOLOGIA EM AULA PRÁTICA







Aprender e aprimorar as técnicas laboratoriais no tocante a biossegurança, esterilização, isolamento de microrganismos e utilização correta de microscópio. São aulas práticas de microbiologia para os alunos do curso de Agronomia da UFC Cariri.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Varíola do mamoeiro






Sintomas nas folhas:
Presença de manchas necróticas arredondadas, pardo-claras, com halo amarelado, com 3-4mm de diâmetro. Na face inferior, encontra-se uma massa escura e pulverulenta formada pelos esporos do fungo, dando um aspecto cinza-preto.

Aspecto econômico:
Ocorre com elevada freqüência, danos causados diminuem o valor econômico dos frutos e causa o enfraquecimento das plantas. Se constitui em uma das fitomoléstias mais coletadas pelos alunos da disciplina Fitopatologia I principalmente nas feiras livres.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Varíola, pinta-preta ou bexiga do mamoeiro






Apesar da importância da varíola para o mamoeiro, poucos estudos têm sido realizados visando a seleção de genótipos resistentes ou a adoção de táticas de manejo para o controle integrado dessa fitomoléstia. http://www.ufpel.tche.br/sbfruti/anais_xvii_cbf/fitotecnia/165.htm
Etiologia:
causada por Asperisporium caricae (Speg) Maubl ordem Moniliales, família Dematiaceae. É a fitomoléstia mais comum no mamoeiro e ocorre tanto em pomares comerciais como em pomares domésticos. Os esporos são disseminados pelo vento e respingos de chuva. Esta fitomoléstia é beneficiada em maior intensidade a temperaturas entre 23 e 27ºC, com ventos forte e elevada precipitação pluviométrica.
Sintomatologia:
A varíola é uma infecção do mamoeiro que se inicia nas folhas inferiores da planta, mas algumas vezes pode começar nas folhas novas e nos frutos. Na parte inferior das folhas, o fungo desenvolve frutificações pulverulentas, circulares e levemente angulosas. As manchas têm coloração cinza-clara no centro, cercada por linhas concêntricas, de margens marrom-escuras ou pretas. Os esporos desenvolvem nesta face, facilitando a contaminação dos frutos.

Manejo:
Realizar o monitoramento constante a partir do transplantio. De acordo com REZENDE & FANCELLI (1997), a doença não precisa de pulverizações específicas em campos de produção. Promover boa aeração no plantio e evitar irrigação por aspersão. Remover folhas velhas com sintomas da doença.
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PS. Material coletado por alunos da disciplina de Fitopatologia I/semestre 2008.2 do Curso de Agronomia da Universidade Federal do Ceará UFC Campus do Cariri para o trabalho de Patologia pós-colheita de frutos.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Fitodisease


Fitodisease é um blog para postagem e discussão de incidência das principais doenças de plantas que ocorrem na região do cariri cearense. As fotos e matérias relacionadas às doenças de plantas ficam a critério do professor de Fitopatologia e dos discentes da referida disciplina da Universidade Federal do Ceará no campus do cariri.
Oídio do urucuzeiro
Principal doença do urucuzeiro, cujo agente etiológico Oidium bixae a família Erysiphaceae. A doença se manifesta na forma de massa branca pulverulenta localizadas nas folhas e nos pêlos das cápsulas das cachopas, na variedade "bico-de-pato" e inflorescência. O ataque severo nas folhas altera os processos fisiológicos compromete o desenvolvimento da planta. Nestas condições, os limbos atacados e encarquilhados murcham e morrem.
O controle desta doença nas condições do cariri cearense pode ser realizado com o uso da manipueira conforme pesquisa realizada por Ponte (1996) com aplicações da manipueira pura ou diluída (1:2; 1:3; 1:4). Material coletado no município de Barbalha-Ce em 22.10.2008