quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Prática Etiologia




Etiologia -

A
Agente causal: É um agente biótico ou abiótico que pode causar irritação e provocar uma doença.

C
Ciclo primário: É quando o agente patogênico inicia sobre o hospedeiro suscetível após um período de repouso ou a partir da fase de saprogênese.

Ciclo secundário: É o ciclo que sucede a um ciclo primário ou a um outro ciclo secundário sem a interposição de um período de repouso ou dormência, ou de uma fase saprofítica.

Colonização: Implica na distribuição do patógeno dentro do tecido do hospedeiro.

Colonização generalizada: Quando a colonização assume proporções gerais, com o parasita disperso por toda ou quase toda planta.

Colonização localizada: Quando o patógeno fica circunscrito aos tecidos adjacentes ao local de penetração, ou quando, embora se afastando do lugar de penetração, o patógeno fixa-se em determinados órgãos da planta.

D
Disseminação: Espalhamento, dispersão, movimentação do patógeno.

Doença parasitária: Doença resultante da interação hospedeiro-patogeno-ambiente.
E

Ectoparasita: São os indivíduos que se desenvolvem na superfície do hospedeiro.

Endoparasitas: São os indivíduos que se desenvolvem, quando em colonização, no interior do hospedeiro.

Enfermidade: Significa doença, moléstia.

Espoliação: Modalidade de colonização onde o parasita desvia, em seu favor, os princípios nutritivos presentes nos tecidos vivos do hospedeiro.

Etiologia: É o estudo das causas de doenças de plantas e tem como objetivo o estabelecimento de medidas adequadas de controle.

Exploração: É o processo mais comum de colonização, culminando com o desencadeamento de efeitos necróticos, sintomas presentes na maioria das infecções. No caso, os patógenos consomem os tecidos do hospedeiro.

F
Fonte de inóculo: É o local onde os inóculos são produzidos.

Formae specialis: Populações de um organismo, que não se diferenciam morfologicamente e sim em sua patogenicidade, estabelecida em plantas de espécies botânica diferentes.

Fungos: Designação comum aos organismos do reino Fungi, heterotróficos, espécies saprófagos ou parasitas, aclorofilados, uni ou pluricelulares, com parede celular de quitina, estrutura principalmente filamentosa e cuja nutrição se dá por absorção. Os exemplos mais conhecidos são os mofos e cogumelos.

H
Hemiparsitas: São os vegetais superiores, providos de capacidade fotossintética mas destituídos, provisória ou permanentemente , de raízes, pelo que retiram de outros fanerógamos a indispensável seiva bruta.

Heterocariose: Fenômeno observado em alguns fungos patogênicos, consiste na presença, no mesmo talo, de núcleos geneticamente distintos, ali estabelecidos, habitualmente, através de anastomose (união de hifas).

Hospedeiro: Que abriga e/ou nutre outro organismo, parasita ou não (diz-se de organismo).

I
Infestação: Presença maciça do patógeno em alguma parte, seja no solo, nos depósitos, nas plantas, etc., sendo que ,na planta, a infestação não implica obrigatoriamente, na incidência de doença.

Inoculação: Deposição do inóculo á superfície do órgão suscetível.

Inóculo: É qualquer unidade estrutural do patógeno capaz de causar infecção.

Intoxicação: Modalidade de colonização, onde muitos agentes patogênicos excretam metabólitos tóxicos que alteram as células e tecidos do hospedeiro, ora determinando efeitos necróticos, ora plásticos.

M
Mecânica: Processo de colonização de ação complementar, desenvolvida paralelamente, a ação exploradora, por força da localização de certos patógenos. Com efeito, desde que crescendo no interior dos vasos da planta, as colônias do parasita terminam entulhando os vasos, em prejuízo da circulação da seiva.

Mutação: Alteração repentina sofrida pelo genótipo, em razão das modificações ou perda de genes.

P
Parasita: É o individuo que vive as expensas de outro ser vivo.

Parasita específico: É o indivíduo que exerce o parasitismo sobre uma única espécie ou variedade de planta.

Parasita facultativo: É o indivíduo que normalmente se desenvolve como saprófita, mas que é capaz de passar parte ou todo o seu ciclo de vida como parasita. São facilmente cultivados em meio de cultura. Ex.:fungos como Rhizoctonia solani e Sclerotium rolfsii.

Parasita heteróico: É o individuo que têm de passar por dois hospedeiros distintos, a fim de completar o seu ciclo.

Parasita isóico: É o individuo que necessita de uma única planta hospedeira para desenvolver todo o seu ciclo evolutivo.

Parasita obrigatório ou holoparasita: É o indivíduo que vive exclusivamente as expensas de outro ser vivo, cuja a substância orgânica necessária à sua subsistência é retirada de células do hospedeiro. Ex. fungo das ferrugens e oídios.

Parasita polífago: É o individuo que exerce o parasitismo em mais de uma espécie de planta.

Parasitismo: Associação interespecífica que se processa com benefícios para uma das partes (o parasita), em detrimento da outra(o hospedeiro).

Parassexualidade: Fusão de núcleos heterocarióticos seguindo-se a isto os processos de meiose e cariogamia. Consiste na variabilidade genética dos agentes patogênicos.

Patogênese: É a fase em que o organismo está causando doença. O período em que o patógeno vive intimamente associado ao hospedeiro, firmando com o mesmo as relações que caracterizam o processo de infecção.

Patogenicidade: É a capacidade que um patógeno possui, de associar-se ao hospedeiro e uma causar doença.

Patógeno: É qualquer organismo capaz de causar doença infecciosa em plantas, ou seja, fungos, bactérias, vírus, viróides, nematóides e protozoários.

Penetração: É a fase que envolve todos os fenômenos biológicos que sucedem desde a deposição do inóculo na superfície do órgão suscetível até a implantação do patógeno no local da planta onde ele iniciará o processo de colonização dos tecidos.

Postulados de Koch: uma série de princípios destinados a provar, experimentalmente, a patogenicidade de um organismo. Os postulados de Koch podem ser assim anunciados: I. Associação; II. Isolamento; III. Inoculação e VI. Reisolamento.

I-O patógeno deve estar associado à enfermidade;

II- O microorganismo associado aos tecidos enfermos deve ser isolado, cultivado em meio de cultura e estudado;

III- Inocular o microorganismo então isolado em hospedeiro sadio da mesma espécie ou variedade, nas mesmas condições de meio, e verificar se há produção dos sintomas e sinais característicos da enfermidade em estudo;

IV-O microorganismo deve ser reisolado a partir da “cobaia”, novamente estabelecido em meio de cultura e identificado, por suas características morfológicas, com o organismo primitivamente isolado;

R
Raça fisiológica: Populações de uma espécie que não se diferenciam morfologicamente e sim fisiologicamente que são identificadas através de reações diferenciais em diferentes cultivares de uma mesma espécie botânica.

Reprodução do patógeno: Marca a última fase da infecção e, potencialmente o ponto de partida para novas infecções, na esteira dos novos ciclos do patógeno que se sucedem a partir das estruturas ali constituídas.

S
Saprófitas: São os seres que vivem de matéria orgânica em decomposição.

Saprogênese: É a etapa do ciclo de vida que transcorre em regime saprofítico, com o patógeno desenvolvendo-se ás expensas da matéria orgânica do solo, ás custas dos tecidos necrosados do hospedeiro ou em restos de cultura. Putrefação da matéria orgânica.

Semente: Estrutura formada a partir do óvulo fecundado das plantas angiospermas e gimnospermas e que geralmente consiste em um ou mais tegumentos que envolvem o embrião e o material nutritivo para o seu desenvolvimento em plântula; apresenta grande diversidade de forma e também de apêndices (Nas angiospermas, o tecido nutritivo (endosperma) pode envolver o embrião ou estar armazenado nos cotilédones do próprio embrião; nas gimnospermas, é o gametófito feminino que nutre o embrião).

Simbiose antagônica ou parasitismo: Beneficio para apenas uma das partes.

Simbiose mutualística ou mutualismo: É a associação entre seres vivos na qual ambos são beneficiados.

Simbiose neutra: É quando a associação é indiferente ou influente para ambas as partes.

Sintoma: Alterações estruturais ou funcionais sofridas pelo hospedeiro. Dentro do ciclo da doença, os sintomas representam uma fase avançada do processo dinâmico, fase em que o hospedeiro exibe a sua suscetibilidade em função da patogenicidade exibida pelo agente causal.

T
Teste de patogenicidade: É a confirmação ou não do agente causal da doença.

V
Virulência: É o grau de patogenicidade.

Referências

AYCOCH,R._ Stem rot and other diseases caused by Sclerotium rolfsii. North Caroline Exp. Sta. Tech. Bul., 174: 1-202.

GALLI,F> et al.-1968- Manual de Fitopatologia, doenças das plantas e seu controle Bibl. Agronômica Ceres, S. Paulo, 640pp.

LORDELLO, L.G. E.-1968-Nematóides das plantas cultivadas,Livraria Nobel S.A.,S.Paulo,141pp.

MARCHIONATTO, J. B.-1948- Tratado de Fitopatologia, Ediciones Libreria del Colegic, buenos Aires,537pp.

PERMETER Jr., J. R.,W. C. SNYDER & R. S. REICHLE-1963-Heterokaryosis and variability in plant pathogenic fungi. An. Review Phytopathology, 1 : 51-76.

VALIELA, M. V. F. -1952- Introduccin a la Fitopatogia Tallees Gráficos “Gadola”, Buenos Aires,872pp.

VASCONCELLOS, I &J. J. da PONTE-1963- Fitopatologia , apstilas, Escola de Agronomia da UFC, fortaleza , 355pp.

WHETZEL, H. H.-1941- Tehe terminology of Phytopathology. Proc. Int. Conf. Phytop., 1204-1215.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

A IMPORTÂNCIA DO BOM SENSO PARA O FITOPATOLOGISTA




Tivemos um tempo em que a solução única para o controle de doenças de plantas era a imediata aplicação de defensivos agrícolas ou agrotóxicos (este nome mais comum). A verdade é que cada vez mais nos deparávamos com problemas concernentes a aplicação desses produtos.
Problemas relativos a aquisição de defensivos era o primeiro deles, pois se comercializava produtos em sacos plásticos de 1 ou 2kg que não eram embalagens originais.
Depois a qualidade da calda e o seu preparo, aí incidindo problemas relativo ao pH e a qualidade da água utilizada. A aplicação em si era um dos mais graves problemas, pois se o aplicador trabalhasse recebendo por diária era um rendimento e se trabalhasse por empreita era outra.
Complicado ainda mais era a questão do respeito ao período de carência - intervalo entre a última aplicação do produto e a colheita - quase ninguém respeitava.
A coisa mudou com o emprego das técnicas de manejo integrado de doenças, mas também, como dizia um amigo meu, o técnico deve possuir BS, não de graduação, mas sim de bom senso, deve ser mestre, não significa que tenha mestrado mas sim que saiba administrar o manejo integrado das doenças e deve ser doutor, não necessariamente que tenha doutorado, mas que tenha vivência o suficiente para dar conta do recado.
Uma das dicas que todo técnico deve ter em mente é separar o que é causa e o que é efeito, e mas do que isso saber que o homem interfere no triângulo epidemiológico e muitas vezes é o manejo cultural inadequado que é a causa do aparecimento de determinadas fitomoléstias.
Uma irrigação inadequada, como por exemplo a aspersão sobre o repolho, pode contribuir para aparecimento de fitobacterioses. Um excesso de adubação nitrogenada em tomateiro, principalmente se for com uréia, pode contribuir para o aparecimento do talo ôco.
Ter a visão do todo (holismo) e ao mesmo tempo ouvir o produtor rural e conhecer a realidade local é o ponto de partida para aplicação de um manejo adequado com vistas a prevenir o aparecimento de surtos epidêmicos de fitomoléstias.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

PROFESSORES E ALUNOS DA AGRONOMIA PRESTIGIAM LANÇAMENTO DO PROGRAMA "MAIS ALIMENTOS."





Aconteceu no dia 16 de novembro no Parque de Exposição do Crato-Ce, o lançamento do programa MAIS ALIMENTOS. Programa do Governo Federal direcionado ao financiamento de máquinas e equipamentos agrícolas para agricultores familiares.
Empresas de máquinas e implementos agrícolas de diversas regiões do país se fizeram presentes exibindo e comercializando seus produtos. O evento foi uma verdadeira vitrine para alunos do curso de Agronomia da UFC Cariri que tiveram oportunidade de ver os mais novos lançamentos do setor. O evento contou com a presença de professores e alunos, destacando-se a presença dos professores Ricardo Ness e Felipe.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

GRUPO DE FITOPATOLOGIA: PALESTRA SOBRE DESTINAÇÃO FINAL DE EMBALAGEM DE AGROTÓXICOS




O Grupo de Fitopatologia, constituido por discentes do Curso de Agronomia da UFC Campus Cariri, recebeu nesta quinta-feira (29/10/2009) o Engenheiro Agrônomo Carlos Diógenes Lucena Fernandes que proferiu uma palestra sobre Embalagens vazias de Agrotóxicos.

Carlos falou sobre a tríplice lavagem e lavagem sob pressão, sobre a atuação da ADAGRI na região do Cariri e ainda do projeto de implantação em Missão Velha de uma Unidade de Recebimento de Embalagens.

Foram temas ainda apresentados durante a palestra as embalagens flexíveis e embalagens rígidas, processo de devolução e onde devolver as embalagens.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

PATÓGENOS BACTERIANOS DE IMPORTÂNCIA ECONÔMICA NO BRASIL


Extrato do trabalho DOENÇAS BACTERIANAS EM TOMATEIRO: ETIOLOGIA E CONTROLE de autoria de: Valdemar Atílio Malavolta Junior
Instituto Agronômico
Av. Barão de Itapura, 1481
Caixa Postal 28, CEP 13001-970
Campinas, SP
malavolt@iac.sp.gov.br

1) Ralstonia solanacearum
Agente causal da murcha bacteriana, tratando-se da bacteriose mais importante do tomateiro. É uma bactéria sistêmica, e seus efeitos são decorrentes da ação mecânica, resultando em “entupimento” dos vasos ou por ação de metabólitos lançados na seiva. Os sintomas iniciais caracterizam-se por escurecimento da região vascular, mais visível na região próxima ao colo, murcha de folíolos e epinastia foliar, podendo haver recuperação das plantas nas horas mais frescas do dia. Com a progressão da doença, esse quadro de murcha afeta a planta toda, podendo ocorrer a morte da planta infectada. Como método de diagnose rápida, podem ser empregados o teste do copo (onde pedaços do córtex de plantas suspeitas são colocadas na parede de um copo com água, de modo que apenas a extremidade inferior toque água. Se a planta estiver infectada, em poucos minutos será observado um filete de pus bacteriano em direção ao fundo do copo). Outro teste rápido consiste no emprego da
câmara superúmida, que consiste em colocar planta com raízes em um recipiente com água, cortar o caule a 10 cm do colo,aproximadamente, e cobrir o caule com um tubo de ensaio, de maneira que esse tubo fique pelo menos parcialmente imerso na água. Em alguns minutos, se a planta estiver infectada, surgirão gota de pus bacteriano, na região do corte.

2) Clavibacter michiganensis subsp. michiganensis
Essa bactéria pode infectar o tomateiro sistemicamente, ocorrendo escurecimento dos vasos, podendo ser acompanhado de desintegração da medula. Cortes transversais, na região da inserção do pecíolo, mostram um escurecimento em forma de “U” ou ferradura. Quando ocorre infecção unilateral dos vasos, há o retorcimento dos ramos. Outros sintomas característicos são a queima de bordo de folíolos (decorrentes de infecção por hidatódios) e acanoamento das folhas. Frutos podem apresentar
amarelecimento na região dos vasos e inserção do pedúnculo ou decomposição da polpa. A infecção localizada em frutos consiste em manchas escuras, com 1 a 3 mm de diâmetro, com halo esbranquiçado ao redor, que recebe a denominação de “olho de pássaro”. Em estágios avançados, pode ocorrer queda de frutos ou morte das plantas.
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imagem disponível em: - www.jornallivre.com.br/images_enviadas/tudo-s...

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Sequenciado genoma da bactéria produtora de etanol

Processo de fermentação
Cientistas do Instituto de Biologia (IB) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em parceria com colegas da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, concluíram o sequenciamento genético da levedura Saccharomyces cerevisiae, conhecida como Pedra 2.
A levedura é utilizada em cerca de 30% da produção do etanol brasileiro. Enquanto a Saccharomyces cerevisiae consome o açúcar, ela se multiplica, formando outras células, ao mesmo tempo que libera gás carbônico (CO2) e o etanol, um álcool. Esse processo é conhecido como fermentação.
Guerra biológica e química
O estudo, que foi publicado na revista Genome Research do mês de outubro, abre novas perspectivas para a produção de etanol no país, de acordo com seus autores. Com o mapeamento do genoma da levedura, os pesquisadores conseguiram decifrar o mecanismo de ação do microrganismo.
Segundo um dos autores do artigo, Gonçalo Pereira, a Pedra 2 tem uma capacidade impressionante de se modificar e se adaptar às condições adversas durante o processo de fermentação.
"Essa levedura, como organismo experimental, é muita estudada. Mas pouca pesquisa foi feita em relação à produção de etanol nas condições da usina. O que acontece no processo produtivo é uma verdadeira guerra biológica e química. E esse fenômeno foi descoberto, relativamente, há pouco tempo", disse Pereira.
Trabalhos genéticos
Segundo o professor da Unicamp, essas leveduras foram selecionadas para "trabalhar" nas indústrias de cana-de-açúcar porque se adaptam com facilidade. O estudo procurou "entender como é que elas funcionavam."
"Além do sequenciamento, fizemos uma série de trabalhos genéticos e compreendemos que essa levedura tem uma capacidade enorme de competir e se reorganizar dentro da guerra biológica que ocorre durante o processo de produção de etanol", explica.
O grupo identificou diferenças em relação aos organismos dessa espécie ao estudar o genoma da levedura. Segundo Pereira, a Saccharomyces cerevisiae apresenta uma grande variabilidade e capacidade de resistir às mudanças ambientais e a outros tipos de estresse.
"Para sobreviver, essa levedura desenvolve uma capacidade impressionante de promover mudanças internas que a tornaram mais resistente a condições adversas", reforça.
Arsenal genético
O estudo aponta que a levedura desenvolveu a "competência" de ampliar o número de genes que lhe são benéficos, ao mesmo tempo em que reduz a quantidade dos que não são. Segundo Gonçalo Pereira a levedura contraria tudo o que se pode esperar de um processo de fermentação microbiológica.
"Ela reorganiza os genes de tal forma e com tal velocidade que, se ela possui um gene especialmente importante, consegue ampliá-lo várias vezes. E descobrimos que ela faz isso com os genes localizados na ponta dos cromossomos, estabelecendo uma série de variantes. Ela é capaz de se transformar completamente", disse.
Segundo o pesquisador, a pesquisa prossegue tentando entender em detalhes como esse mecanismo de transformação ocorre. Ao compreendê-lo profundamente, diz, "teremos condições de empregar a engenharia genética para manipular a levedura."
"Estamos vivendo no Brasil uma verdadeira revolução do ponto de vista tecnológico. Nosso objetivo é domesticar esse microrganismo e reprogramá-lo de forma eficiente para produzir mais etanol ou etileno, a partir da cana-de-açúcar", diz.

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Matéria no portal: http://www.portalinovacao.mct.gov.br/pi/

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O nematóide Meloidogyne mayaguensis


O assentamento Estrela no município de Barbalha, Estado do Ceará se constitui em um grande produtor de goiabas. Para realizar o plantio, a associação dos assentados contraiu financiamento bancário do Pronaf. As mudas, segundo consta, oriundas de Petrolina - Pe, foram plantadas e hoje o que se vê é a ocorrência na área plantada de forma generalizada do nematóide do gênero Meloidogyne mayaguensis.

Plantas com sintomas de bronzeamento das bordas das folhas, amarelecimento, perda do vigor da copa, queda de folhas, seca e morte, além de galhas nas raízes (hipertrofia), é o quadro sintomatológico encontrado. A infestação por M. mayaguensis requer uma atitude imediata daqueles que fazem o serviço de assistência técnica aos assentados.

1. O solo está contaminado e como medida única a ser recomendada está a erradicação das plantas através da queima, se possível na própria cova;

2. Fazer aração e gradagem profunda deixando por dois meses a terra exposta aos raios solares;

3. Não fazer replantio com outras mudas de goiaba;

4. Realizar plantio de cravo de defunto e/ou Crotalaria spectabilis;

O grande problema que ocorre é que nenhuma medida foi tomada e cada vez mais o nematóide vai se disseminando pela região.

Todo e qualquer processo de compra, transporte de mudas e/ou sementes deve ser rigorosamente inspecionado pelas agências de defesa agropecuárias de cada estado no sentido de procurar ser o mais rigoroso no tocante a inspeção de material que entra e/ou sai de cada estado.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Gripe contra doença de Chagas? Cientistas criam vírus da influenza modificado que pode originar vacina contra essas duas enfermidades

Notícia sugerida por Júlio



Trypanosoma cruzi, protozoário causador da doença de Chagas. Uma vacina para a doença de Chagas capaz de imunizar os pacientes também contra a gripe. O primeiro passo para a concretização desse objetivo ambicioso acaba de ser dado por cientistas brasileiros. Eles construíram um vírus da influenza modificado que traz em seu material genético um gene do Trypanosoma cruzi, protozoário causador da doença de Chagas. A expectativa é que, quando expostos ao novo vírus, animais – e futuramente, humanos – apresentem resposta imunológica contra as duas doenças, ficando protegidos da infecção por ambas. O feito é fruto da pesquisa de mestrado em bioquímica e imunologia de Rafael Polidoro, bolsista do Departamento de Bioquímica e Imunologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), sob orientação do bioquímico Ricardo Tostes Gazzinelli e do microbiologista Alexandre Vieira Machado, ambos do Centro de Pesquisa René Rachou, da Fundação Oswaldo Cruz de Minas Gerais. Polidoro conta que foi preciso um ano de trabalho até que o vírus modificado estivesse pronto. “Usamos uma técnica conhecida como genética reversa para inserir um gene do T. cruzi no vírus da gripe”, explica. “Com isso, construímos um vírus capaz de induzir as células infectadas a produzirem uma proteína, a ASP-2, que protege contra a infecção pelo protozoário”, completa. Agora os pesquisadores estão realizando testes com camundongos para saber o grau de imunização obtido com a exposição ao novo vírus. “Acabamos de administrar o vírus nos animais. Em pouco tempo daremos a dose de reforço, do mesmo modo como é feito na vacinação em humanos. Só então poderemos submeter os camundongos ao chamado teste desafio, no qual eles serão expostos ao protozoário que causa a doença de Chagas.” Além de ser um passo rumo à descoberta de uma vacina contra a doença de Chagas – que atualmente mata cerca de 16 mil pessoas por ano no mundo –, o vírus criado por Polidoro foi patenteado e poderá ser usado, por exemplo, para o desenvolvimento de vacinas que protejam contra mais de um tipo de gripe. Mariana Ferraz Ciência Hoje/RJ

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Disponível em: http://cienciahoje.uol.com.br/153895

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Sigatoka Amarela



Doença de grande importância na cultura da bananeira. Conhecida como cercosporiose ou mal-de-Sigatoka.


Agente causal
Mycosphaerella musicola, Leach (forma perfeita ou sexuada)/Pseudocercospora musae (Zimm) Deighton (forma imperfeita ou assexuada).


Sintomas

A infecção inicia-se nas folhas mais novas como pequenas estrias cloróticas com 2 a 4 mm de comprimento na terceira ou quarta folha a partir do centro. Presença de leve descoloração em forma de ponto secundárias da segunda à quarta folha, contando-se a partir da vela, estria de tonalidade amarela, de coloração marrom e posteriormente na forma de manchas pretas, necróticas, circundadas por um halo amarelo, adquirindo a forma elíptica-alongada, apresentando de 12-15 mm de comprimento por 2-5 mm de largura, que situa-se paralelamente às nervuras secundárias da folha. Em alta freqüência de lesões, dá-se a junção das mesmas e a conseqüente necrose do tecido foliar.


Danos e distúrbios fisiológicos
Os prejuízos podem variar de 50% - 100% da produção mas, em microclimas muito favoráveis, podem atingir os 100%, os frutos não apresentam valor comercial.
• morte precoce das folhas

• enfraquecimento da planta,
Distúrbios observados :
• diminuição do número de pencas por cacho;
•redução do tamanho dos frutos;
•maturação precoce dos frutos no campo e/ou durante o transporte;
•enfraquecimento do rizoma e; perfilhamento lento.


Controle:

Variedades resistentes;

Controle cultural no sentido de reduzir microclimas favoráveis ao desenvolvimento da doença. Drenagem do solo, controle de ervas daninhas, poda de limpeza eliminando folhas ou partes mais atacadas da folha, com o intuito de reduzir a fonte de inóculo.
O controle químico com o uso de óleo para “banana” é uma medida que pode gerar bons resultados.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

NOTÍCIAS :: AGRICULTURA E AGRONOMIA

Microrganismos eliminam resíduos de agrotóxico Fungo degrada 50% dos restos de químico que combate praga de citros e tomates
Fungos e bactérias que podem diminuir em 50%ou mais o volume de resíduos de agrotóxicos usados para combater pragas em plantações de citros e tomate foram descobertos por pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente em Jaguariúna (SP). Eles constataram que o metalaxil, usado para combater a praga de fungos do gênero Phytophthora, pode ser degradado por um outro gênero de fungos (o Trichoderma) e por bactérias do gênero Pseudomonas.
Fungos do gênero Trichoderma são comuns no solo, no esterco e em matéria orgânica vegetal em decomposição (imagem: reprodução / Universidade de Toronto)
Agrotóxicos podem ser um estorvo para produtores, consumidores e meio-ambiente: se adotados de forma irresponsável, aumentam a resistência das pragas que deveriam exterminar (como acontece com antibióticos em animais). Além disso, representam grande risco para a saúde, pois podem se infiltrar em lençóis freáticos e contaminar a água. Como se acumulam no organismo, atravessam a cadeia alimentar e chegam ao homem. Eles causam intoxicação e aumentam o risco de desenvolvimento de vários tipos de câncer.
O engenheiro agrônomo Itamar Soares de Melo, coordenador de pesquisas de biodegradação da Embrapa, conseguiu diminuir a presença de agrotóxicos nas plantações. Sua equipe isolou fungos do gênero Trichoderma, presentes naturalmente no solo, e descobriu que, em contato com o fungicida metalaxil, eles degradam em grande quantidade os resíduos do agrotóxico.
Os fungos foram inseridos em recipientes com 30 miligramas de metalaxil por grama de solo (quantidade três vezes superior à usada normalmente na plantação). Em 28 dias, a redução chegou a 50%, mas segundo Itamar, o número pode ser ainda maior: "O prazo de 28 dias é o padrão para a pesquisa, mas nada impede que, em contato por mais tempo, a degradação aumente", afirma. Resultados semelhantes foram observados para as bactérias do gênero Pseudomonas, capazes de degradar entre 30 e 60% dos resíduos do metalaxil.
Os bons resultados, porém, vão além da diminuição dos resíduos do fungicida. Os pesquisadores constataram também que, além de degradar o agrotóxico, os Trichoderma combatem a praga que infesta as plantações -- fungos do gênero Phytophthora, que causam a gomose em laranjais e a podridão seca em plantações de tomate. Segundo o pesquisador, os Trichoderma se alimentam da celulose, que forma 90% da parede celular dos Phytophthora.
Para Itamar Soares, a descoberta beneficia produtores e o meio-ambiente. O custo do cultivo diminui sensivelmente ao se optar pelo plantio sem agrotóxicos, e o uso de métodos naturais de controle de pragas aumenta a qualidade do solo. Segundo o pesquisador, estudos estão sendo desenvolvidos para avaliar o impacto ambiental da técnica. "Não há em tese qualquer dano, pois os microrganismos são naturais do ecossistema em que são introduzidos." Não há previsão de aplicação da técnica em grande escala nas lavouras do país. "Empresas que quiserem comercializar a tecnologia devem procurar a Embrapa, que a desenvolveu", explica Itamar.
Tiago LethbridgeCiência Hoje on-line11/06/01
Matéria extraída: http://cienciahoje.uol.com.br/controlPanel/materia/view/1388

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

GRUPO DE TRABALHO DE FITOPATOLOGIA UMA FERRAMENTA DE ENSINO E APRENDIZAGEM.









• Fitopatologia (phyton = planta, pathos = doença e logos = estudo), é a ciência que estuda as doenças de plantas, abrangendo desde a diagnose, sintomatologia, etiologia, epidemiologia, até o seu controle. Como se observa esta disciplina requer do discente uma ampla gama de conhecimentos, os quais são de vital importância para as observações em laboratório e em campo principalmente. Isto posto, a visão holística e sistêmica ao mesmo tempo se faz necessária para um melhor aprendizado dos conceitos e sua aplicação prática. Partindo do princípio que a formação acadêmica e a pesquisa são disciplinares, e que o disciplinar se constitui em uma forma clássica produtora de cultura, como um método cotidiano de investigação, como se poderia trabalhar melhor o ensino dessa disciplina? No ensino da Fitopatologia, faz-se necessário levar em conta à necessidade de se ter a visão do todo para a compreensão das relações entre patógeno – hospedeiro – ambiente, para a aplicação correta das medidas de controle de uma fitomoléstia. A percepção geral da sociedade atual, é a de que a educação oferecida na maioria das instituições educacionais está em defasagem com as necessidades e os desafios da atualidade, uma vez que os princípios e métodos sobre os quais está fundada estão em descompasso com a consciência que se faz necessária no mundo contemporâneo. A educação moderna está pautada em: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver em conjunto e aprender a ser. Com base nessa realidade, sob a orientação do professor das disciplinas de Fitopatologia I e II, foi criado o Grupo de Trabalho de Fitopatologia, cujo objetivo maior é trabalhar a construção do conhecimento na área da Fitopatologia no aprender a conhecer e aprender a fazer, trabalhando o coletivo. São atividades do grupo a apresentação de seminários, mesa redonda, produção de vídeo sobre doenças de plantas, exibição de filmes, produção de blog, elaboração de glossário virtual de termos técnicos na área de Fitopatologia, coleta de materiais com sintomas de doenças de plantas e palestras. O grupo pode sugerir temas para os seminários, os quais podem ser apresentados pelos próprios discentes ou por professores convidados. Os temas podem ser ligados diretamente à Fitopatologia e/ou Microbiologia, ou ainda a disciplinas correlatas. A produção de um blog, tem por objetivo gerar ou reproduzir notícias sobre doenças de plantas a partir de jornais, tv, internet, blogs, etc. A elaboração do glossário virtual ilustrado de termos fitopatológicos contribui como uma ferramenta de aprendizagem dos assuntos abordados nas disciplinas de Fitopatologia.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

CLASSIFICAÇÃO DE DOENÇAS DE PLANTAS



Doença de planta é um processo dinâmico no qual hospedeiro e patógeno em íntima relação com o ambiente, se influenciam mutuamente do que resultam modificações morfológicas e fisiológicas.
A classificação de doenças de plantas pode ser conforme a causa – parasitária e não parasitária - conforme o hospedeiro (doenças do feijoeiro, do tomateiro, etc) e conforme o aspecto fisiológico (processos vitais da planta).
De acordo com os processos fisiológicos vitais de uma planta temos:
I – Acúmulo de nutrientes em órgãos de armazenamento para o desenvolvimento de tecidos embrionários.
II – Desenvolvimento de tecidos jovens às custas de nutrientes armazenados.
III – Absorção de água e elementos minerais a partir de um substrato.
IV – Transporte de água e elementos minerais através do sistema vascular.
V – Fotossíntese.
VI – Utilização, pela planta, das substâncias elaboradas através da fotossíntese.
De acordo com os princípios vitais de McNew(1960), os principais grupos de doenças de plantas são:
1. Doenças que destroem os órgãos de armazenamento (podridões de órgãos de reserva).
2. Doenças que causam danos em plântulas (Damping –off).
3. Doenças que danificam as raízes (podridões radiculares).
4. Doenças que atacam o sistema vascular (Doenças vasculares). Murchas e cancros.
5. Doenças que interferem com a fotossíntese (doenças foliares) manchas, crestamentos, ferrugens, oídios e míldios.
6. Doenças que alteram o aproveitamento das substâncias fotossintetizadas.

Grupo 1.
Podridões de órgãos de reservas (frutos, sementes, bulbos, tubérculos)
Patógenos apresentam baixa evolução de parasitismo e baixa especificidade e alta agressividade. Normalmente são fungos e bactérias que podem atuar como parasitas acidentais ou facultativos e que ocasionam doenças pós-colheita, podridões em sementes, frutos, tubérculos, podridões moles em hortaliças, etc). Apresentam grande importância do ponto de vista de comercialização, consumo e plantio.
Exemplos: Aspergillus spp causando podridão de sementes, Penicillium digitatum causando bolor verde dos citrus, Rhizopus stolonifer causando podridão mole dos frutos e Erwinia carotovora causando podridão mole de hortaliças.
Como medidas de manejos para fitomoléstias desse grupo temos: cuidado no manuseio (colheita, transporte e armazenamento), evitar danos ocasionados por insetos ou por ferimentos, descarte de material infectado, desisfestação de depósitos e vasilhames e armazenagem e transporte em baixas temperaturas e umidade.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Bolor verde dos citros


Nome comum da doença:


Agente causal Penicillium digitatum Sacc.

Biologia do patógeno

Penicillium digitatum Conidióforos curtos, septados, ramificando-se na parte terminal, formando fialides sobre as quais são produzidos os conídios elípticos, ovóides ou globóides, fialosporos, hialinos a brilhantemente coloridos, em cadeia bassípeta.


Importância da doença

Doença pós-colheita de frutos de maior importância econômica. Ocorre basicamente nas etapas de colheita, transportes e mais especificamente na fase de armazenamento. Também pode ocorrer em pomares na fase final de maturação dos frutos. Os frutos de todas as variedades e cultivares são suscetíveis.
Sintomatologia

Mancha circular de aspecto encharcado com ligeira descoloração da superfície do fruto, que evolui para podridão mole, que torna-se coberta com um crescimento branco. Esporos coloridos são formados no centro das lesões, sendo que P. digitatum caracteriza-se por apresentar coloração verde-olivácea. Sintoma morfológico: podridão

Ciclo da doença e epidemiologia

O fungo Penicillium digitatum sobrevive saprofiticamente em pomares e outros ambientes, sobre vários tipos de substratos orgânicos, na forma de conídios. As infecções originam-se de conídios carregados pelo vento que atingem a superfície dos frutos, onde penetram geralmente por ferimentos. P. digitatum geralmente é incapaz de infectar frutos adjacentes sem ferimentos. O fungo desenvolve melhor em temperaturas entre 20 e 25°C e muito lentamente em temperaturas acima de 30°C e abaixo de 10°C.
Práticas de manejo-

Manusear cuidadosamente os frutos durante as operações de colheita e transporte, visando evitar os ferimentos, que se constituem na principal via de penetração dos patógenos nos frutos. - Desinfestação preventiva de materiais e instalações com produtos à base de cloro e/ou amônia quaternária. - Adotar práticas sanitárias visando a eliminar frutos infectados e outras fontes de inóculo nos pomares bem como em veículos, equipamentos, materiais de colheita e transporte, packinghouses e armazéns. - Implantar um sistema de exaustão em packinghouses, devido à abundância de esporos dos patógenos neste local. - Efetuar o controle da temperatura e da umidade relativa do ar nas áreas de armazenamento.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Bactéria vira biofábrica de matéria-prima para plástico



Uma equipe de cientistas coreanos alterou geneticamente a bactéria Escherichia coli (E. coli) transformando-a de um agente infeccioso em uma “fábrica biológica” de um composto químico usado pelas indústrias farmacêutica e química e que custa cerca de US$1.600,00 a tonelada. O composto químico é a putrescina, uma diamina com quatro carbonos, que é utilizada para sintetizar, entre outros, o nylon-4,6, um plástico de largo uso industrial. A indústria consome cerca de 10.000 toneladas de putrescina por ano, com tendência de crescimento.
Hoje a putrescina é produzida a partir do petróleo, exigindo catalisadores de alto custo, em um processo tóxico e altamente inflamável. A equipe do professor Sang Yup Lee, do instituto de pesquisas KAIST, conseguiu produzir a putrescina por uma via biotecnológica, utilizando apenas materiais renováveis. “Pela primeira vez nós desenvolvemos uma cepa de E. coli com um metabolismo alterado que produz putrescina com alta eficiência”, diz o pesquisador. “O desenvolvimento de uma biorrefinaria para compostos químicos é muito importante em um mundo onde a dependência dos combustíveis fósseis é uma preocupação crescente”. Leia mais Fonte: Site Inovação Tecnológica

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Sintomatologia parte I











Sintomatologia é a parte da Fitopatologia que estuda os sintomas e sinais, visando a diagnose de doenças de plantas.




Sintoma é qualquer manifestação das reações da planta a um agente nocivo.

Sinais são estruturas do patógeno quando exteriorizadas no tecido doente.
Quadro sintomatológico: seqüência completa dos sintomas que ocorrem durante o desenvolvimento de uma doença.

Os sintomas podem ser classificados conforme:
•a localização em relação ao patógeno,
•as alterações produzidas no hospedeiro e
•a estrutura e/ou processos afetados.


Conforme a localização dos sintomas em relação ao patógeno:
•sintomas primários, resultantes da ação direta do patógeno sobre os tecidos do órgão afetado (Ex.: manchas foliares e podridões de frutos).


sintomas secundários ou reflexos, exibidos pela planta em órgãos distantes do local de ação do patógeno (Ex.: subdesenvolvimento da planta e murchas vasculares).


•sintomas habituais- a doença pode provocar alterações no hábito de crescimento da planta, como superbrotamento, nanismo, esverdeamento das flores e escurecimento dos vasos.


•sintomas lesionais- os sintomas caracterizam-se por lesões na planta ou em um de seus órgãos, como manchas necróticas, podridões e secas de ponteiro, sendo denominados.

Sintomas histológicos:
Quando as alterações ocorrem em nível celular: granulose, plasmólise, vacuolose,


Sintomas fisiológicos:


Utilização direta de nutrientes do patógeno: todos os patógenos, por serem heterotróficos, são incapazes de sintetizar seu próprio alimento, necessitando de carbohidratos e proteínas do hospedeiro para seu desenvolvimento. Ex.: Em centeio, a produção de grãos é inversamente proporcional à produção de esclerócios de Claviceps purpurea, agente do esporão


Aumento na respiração do hospedeiro: todo o processo infeccioso nos tecidos do hospedeiro gera na área lesionada um aumento na taxa de respiração das células atacadas e adjacentes. Ex.: plantas de trigo atacadas por Ustilago tritici, agente do carvão, apresentam um aumento de 20% na taxa de respiração em relação a plantas sadias


•Alteração na transpiração do hospedeiro: conforme o estádio de colonização pelo patógeno, o hospedeiro pode apresentar aumento ou redução na taxa de transpiração. Ex.: plantas de bananeira e tomateiro, quando infectadas por Fusarium oxysporum, agente de murchas vasculares, exibem nos primeiros dias do ataque um aumento na taxa de transpiração e, mais tarde, quando a murcha está avançada, ocorre uma baixa taxa de respiração e inibição do sistema de transpiração.

• Interferência nos processos de síntese: a interferência pode se processar diretamente, como na maior parte das doenças foliares, em que ocorre a destruição da superfície da folha pela ação direta do patógeno, ou indiretamente, uma vez que os processos são sempre acompanhados de interferência nas vias metabólicas do hospedeiro. Essas interferências podem se manifestar como distúrbios que resultam do acúmulo ou falta de hidrato de carbono, aminoácidos, sais minerais, hormônios, enzimas ou até mesmo no balanço energético da planta. Ex.: em tomateiro atacado por Ralstonia solanacearum, ocorre a descoloração vascular (resultado do acúmulo de melanina) e a produção de raízes adventícias (excessiva produção de auxinas sob o estímulo da bactéria










sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Fitomoléstias e qualidade de frutas e hortaliças





A Fitopatologia, estuda as fitomoléstias, em sua causa, caracterização, evolução e controle.

Injúria: sintomas visíveis e/ou mensuráveis ocasionados por um agente biótico ou abiótico.

Dano: redução qualitativa ou quantitativa da produção, que pode ou não causar perdas.

Perdas: efeitos negativos no rendimento econômico da cultura devido ao dano causado pelo patógeno.

Com base nos conceitos acima expostos e com o fato de que o consumidor compra frutas e hortaliças com os olhos, ou seja, busca a qualidade total, é de grande importância o cuidado na prevenção de doenças de pós-colheita tendo em vista os danos e perdas por elas provocados.

É fato comum, em feiras livres e alguns supermercados, encontrarmos frutos de mamão exibindo sintomas de mancha anelar, antracnose e de meleira. Frutos que apresentam sintomas nessas condições não deveriam ficar pelo menos em gôndolas de supermercado.


Mosaico-do-mamoeiro (Mancha Anelar);
Agente causal Papaya ringspot virus; PRSV-P
É um potyvirus, partículas flexível genoma composto – RNA;
Uma das doenças mais danosas à cultura;


Danos e Sintomas
redução no vigor das plantas e queda na produção,
redução na vida econômica do pomar,
depreciação dos frutos para o comércio
impossibilidade de plantios novos em áreas afastadas.


Clorose nas plantas afetadas.
Folhas apresentam mosaico, deformações e bolhosidade;
As plantas também apresentam manchas alongadas de coloração verde-escura ou de aparência oleosa na parte nova da haste e nos pecíolos das folhas;
Frutos verdes podem apresentar-se com manchas anelares e oleosas, que se tornam menos evidente a medida que os mesmos amadurecem;


Práticas de manejo

Realização de medidas preventivas para retardar ou reduzir sua disseminação;
Erradicação sistêmica de plantas apresentando sintomas do mosaico;
Manter o pomar limpo (evitar cucurbitáceas na área);
Melhoramento genético para tolerância e pré-imunização.
O uso de barreira física natural, como cana-de-açucar, também reduz a incidência da doença (Santos et al.);
Existem mamoeiros geneticamente modificados resistentes ao vírus.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

AGRICULTURA E AGRONOMIA





Mudas livres de microrganismos
Tecnologia cubana para otimizar cultivo de frutos prestes a chegar ao Brasil

O Brasil está prestes a adotar uma tecnologia para otimizar a produção de mudas livres de fungos, bactérias, vírus e micoplasmas. Trata-se das biofábricas, instalações onde as mudas são cultivadas em um gel ou líquido nutritivo, contido em frascos de vidro ou biorreatores, sem contato com a terra e sob a luz solar. A tecnologia foi desenvolvida em Cuba e, em meados de 2002, será utilizada por pesquisadores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), coordenados por Sílvio Lopes Teixeira.


Biofábricas são instalações onde as mudas são cultivadas sob a luz solar (imagens: José Carlos Mendonça)



As biofábricas usam o princípio da embriogênese somática em biorreatores, técnica que consiste em dar origem a um novo indivíduo a partir de um tecido retirado da planta -- do ramo, da bainha foliar ou de outra parte, em função da espécie. O tecido fica mergulhado em um gel ou líquido contendo os nutrientes necessários para seu desenvolvimento, como nitrogênio, potássio, fósforo, zinco, cobalto, manganês, magnésio, enxofre, vitaminas (na maioria do grupo B) e hormônios responsáveis pela divisão celular do tecido e pela transformação de suas células em embriões. "É a versão vegetal do bebê de proveta animal", compara Teixeira.

De acordo com o pesquisador, muitas doenças que atingem as plantações já vêm da muda contaminada. Como a cultura é iniciada em frascos esterilizados e com o tecido livre de doenças, todas as mudas formadas ficam 100% livres de microrganismos e doenças. A biofábrica da Uenf terá capacidade para a produção de 4 milhões de mudas por ano, com possibilidade de duplicar esse número no futuro (no cultivo tradicional, são obtidas 6 mudas no mesmo período ou até em mais tempo).

Uma das inovações da biofábrica é utilizar a luz solar que, além de ser mais barata, deixa as mudas mais resistentes ao transplante para o meio externo. A luz artificial, adotada em outras instalações, deixa a planta com baixa resistência e as raízes 'preguiçosas', acostumadas a receber todos os nutrientes diretamente do meio nutritivo.



As mudas são cultivadas imersas em um gel com nutrientes, sem contato com a terra


Cuba já desenvolveu técnicas de embriogênese somática para produzir mudas de goiaba, banana, abacaxi, cana-de-açúcar e maracujá, que serão utilizadas no Brasil. Os pesquisadores brasileiros estudam a melhor maneira para adaptar a biofábrica de forma a aproveitar por mais tempo a luz solar (em Cuba, mais próxima do Equador que o estado do Rio de Janeiro, os dias são mais longos durante o ano). Segundo Teixeira, também estão sendo estudadas técnicas para produzir mudas de fruteiras de grande importância econômica para o estado, como coco-da-Bahia e pinha.
"Desde 93, quando Darcy Ribeiro fundou a Uenf, tínhamos esse projeto", conta Teixeira. "Porém, só foi possível concretizá-lo agora, com o apoio do governo do estado." A produção da biofábrica da Uenf irá para agricultores que fazem parte do programa Frutificar, do governo do estado, que visa a desenvolver a fruticultura no norte e noroeste fluminense.

Andrea Guedes
Ciência Hoje on-line
10/08/01

matéria disponível em: http://cienciahoje.uol.com.br/controlPanel/materia/view/1385 acesso em 17.08.2009 (sugestão Nere)

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

DOENÇA DE PLANTA: UMA VISÃO SISTÊMICA



Muito se comenta de que a teoria na prática é outra. A coisa não é dessa maneira. É muito comum o imediatismo de técnicos e engenheiros agrônomos no sentido de identificar uma doença de planta e consequentemente recomendar medidas de manejo para o devido controle da doença.
Seria mais fácil caracterizar um fitomoléstia, a emitir sobre tal, uma identificação precipitada. A propósito, a caracterização de uma fitomoléstia, envolve a participação de alguns elementos, tais como: a planta hospedeira, o agente patogênico (não necessariamente, um ser vivo), um processo dinâmico com danos à planta hospedeira, ação importante do ambiente sobre hospedeiro e patógeno e influências mútuas entre patógeno e hospedeiro.
Outro ponto de grande importância diz respeito à etiologia – estudo da causa das doenças – Interpretar corretamente os sinais e sintomas de uma dada fitomoléstia, traduz-se em um ponto importante para conduzir à causa desta dita doença.
O ambiente influi de modo decisivo e complementar na ocorrência de um determinado surto epifitótico. A participação do ambiente se dá através de três fatores determinantes: condições favoráveis, condições propiciatórias e condições predisponentes. No primeiro caso, temos o favorecimento de forma isolada do patógeno, provendo sua sobrevivência ou fixação na área, mesmo não se encontrando associado ao hospedeiro. Já no segundo, a doença já se encontra em desenvolvimento. Neste caso, trata-se dos fatores ambientais adequados ao melhor desenvolvimento da interação patógeno-hospedeiro. Já no caso de fatores predisponentes, estes ocorrem de tal modo a influenciar tão somente o hospedeiro de sorte a torná-lo mais sujeito à doença, isso antes do estabelecimento da relação direta planta-patógeno.
O ambiente, afeta o grau de interação patógeno-hospedeiro, de sorte a acelerar, estabilizar, reduzir ou suprimir o curso da doença e isso explica as diferenças de intensidade que marcam os surtos de uma fitomoléstia em uma região.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Laboratório de Microbiologia - Normas de Segurança





Trabalho em laboratório de pesquisa:
a) exposição a compostos químicos;
b) a microrganismos desconhecidos ou conhecidos, em cultura pura,
c) manuseio de equipamentos e aparelhos.



Todo cuidado ainda é pouco ao se trabalhar num laboratório de Microbiologia;

a) Riscos;
b) O laboratório, local de aulas e de pesquisas, demanda, antes de tudo, comportamento e padrão de atitudes compatíveis com a ética profissional e o decoro universitário.
c) Cuidados no zelo e respeito pelo patrimônio do povo que, em última análise, nos proporciona suporte financeiro em termos de salários, bolsas, equipamentos e reagentes quer noque tange a segurança do usuário.



Recomendações gerais sobre normas de segurança



1) Toda amostra biológica deve ser considerada potencialmente contaminada;
2) Não se deve colocar na bancada de trabalho do laboratório: bolsas, material escolar, livros, etc; 3) É preciso retirar todos os acessórios pessoais (brincos, anéis, relógios, pulseiras, etc);
4) Deve-se desinfetar a bancada de trabalho ao início e ao término de cada aula prática;



5) É necessário lavar as mãos após desinfetar a bancada;
6)Toda manipulação de amostra deve ser realizada com uso de proteção individual;
7) Alimentos e bebidas não devem ser ingeridos dentro do laboratório, inclusive chicletes e balas;
8) Em qualquer tipo de acidente (derramamento de cultura, ferimentos, etc), deve-se comunicar imediatamente o fato ao professor ou ao técnico. O material deve ser coberto com desinfetante por 15 minutos, e deve-se lavar as mãos com água e sabão.


OBSERVE:
Todo material contaminado (pipeta, bastão, lâmina, lamínula, etc) deve ser colocado em recipientes adequados (provetas ou cubas com desinfetante), NUNCA deve ser deixado sobre a bancada ou sobre a pia;



Os tubos de cultura devem ser colocados nas estantes ou nos suportes adequados. NUNCA devem ser postos no bolso do avental ou deitados sobre a bancada;


Os tubos de ensaio e as placas de Petri devem ser manipulados adequadamente. NUNCA se deve colocar o tampão de algodão sobre a bancada;
É preciso tomar muito cuidado ao acender o bico de Bunsen, observando se não existe produto inflamável (álcool, éter, acetona, etc,) nas proximidades da chama.



As alças de repicagem devem ser aquecidas ao rubro antes e depois de serem usadas. Antes de tocar o material de cultura, deve-se esperar que a alça esfrie próximo à chama;
Ao final da aula, deve-se limpar a bancada; desligar e cobrir os microscópios; fechar o bico de Bunsen e a válvula de segurança; descartar as luvas e lavar as mãos antes de deixar o laboratório.
CENTRÍFUGAS E DESINTEGRADORES



Lembre-se que esses aparelhos operam a velocidades altíssimas. O desprendimento de um lâmina ou de um rotor pode ocasionar acidentes fatais.
Siga com absoluta fidelidade as instruções


AUTOCLAVES



Permaneça ao lado das autoclaves durante todo tempo em que ela estiverem ligadas.
Em hipótese alguma afaste-se do recinto antes de terminar a esterilização.

Operando uma autoclave trabalha a 121º e 15 atmosferas de pressão, o risco de uma explosão e acidentes fatais existe e não pode ser
menosprezado.





sexta-feira, 7 de agosto de 2009


CONTROLE CULTURAL DE FITOMOLÉSTIAS

Sabemos que as doenças de plantas ocorrem através de uma interação entre patógeno, ambiente e hospedeiro em um processo dinâmico com conseqüentes alterações morfológicas e fisiológicas para a planta.
No processo de controle de determinadas fitomoléstias, o imediatismo de alguns técnicos e produtores rurais é dirigido ao simples ato de aplicação de um defensivo agrícola, ou agrotóxico como queiram chamar.
É de fundamental importância nesse contexto, a visão holística concernente ao planejamento do plantio e aí, o controle cultural – manipulação das condições de pré-plantio e durante o desenvolvimento do hospedeiro em detrimento ao patógeno, com o objetivo de prevenir ou interceptar a ocorrência da fitomoléstia por outros meios que não sejam aplicação de pesticidas e resistência genética – é altamente recomendado, pois visa a prevenção da doença e também suprimir a presença do patógeno.
Constituem práticas do controle cultural:
Uso de mudas sadias;
Rotação cultural;
Eliminação de restolhos culturais;
Eliminação de plantas vivas doentes (roguing);
Boa adubação orgânica;
Sistema de irrigação bem dimensionado;
Espaçamento adequando;
Escolha da época de plantio;
Adubação química racional;
Utilização de barreiras vivas contra viroses;

Logicamente, a utilização destas e outras práticas de forma isolada, por si só não são eficientes para o correto manejo e prevenção de fitomoléstias, mas também não devem ser esquecidas pelo valor agregado que possuem no tocante a prevenção de doenças.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Microbiologia




MICROBIOLOGIA -Estuda seres microscópios, geralmente muito pequenos para serem observados em microscópio ótico ou eletrônico. A palavra microbiologia é originada de palavras gregas – mikros “pequeno”; bios “vida”; logos “ciência”.
Os micróbios, constituem um grupo extremamente variado de seres vivos que não podem ser vistos a olho nu como, bactérias, fungos, vírus, fitoplasmas, protozoários e muitas algas. Os microrganismos são de extrema importância para a vida no planeta, assim como têm um grande impacto sobre as atividades humanas. Em geral os associamos somente às doenças que eles causam nas plantas e nos animais, incluindo os homens, porém, não diminuindo a sua importância, os microrganismos patogênicos são uma minoria.
Além de seu importante papel como componentes da microbiota residente de animais e plantas, em nosso dia a dia convivemos com os mais diversos produtos microbiológicos “naturais” tais como: vinho, cerveja, queijo, picles, vinagre, antibióticos, pães, etc. Paralelamente, não pode ser deixada de lado a importância dos processos biotecnológicos, envolvendo engenharia genética, que permitem a “criação” de novos microrganismos, com as mais diversas capacidades metabólicas.
Os microrganismos são importantes também no papel nos processos geoquímicos (ciclo do carbono e do nitrogênio), sendo também importantes nos processos de decomposição de substratos e sua reciclagem. Dentre os compostos utilizados como substrato temos, alguns de grande importância atualmente: DDT, outros pesticidas, cânfora, etc.
À introdução de genes bacterianos em outros organismos (ditos transgênicos), tais como plantas. Assim, está em franco desenvolvimento a obtenção de plantas transgênicas resistentes a pesticidas ou ao ataque de insetos.
Postulados de Koch
Em 1880, Kock desenvolveu técnicas laboratoriais e organizou os critérios necessários para provar que um microrganismo específico causava uma doença particular. Os postulados de Kock.
1. Um microrganismo específico pode sempre estar associado a uma doença.
2. O microrganismo pode ser isolado e cultivado em cultura pura, em condições laboratoriais.
3. A cultura pura do microrganismo produzirá a doença quando inoculada em animal susceptível.
4. É possível recuperar o microrganismo inoculado do animal infectado experimentalmente.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Ferrugem
Cercospora

Carvão



INTRODUÇÃO
O feijão-caupi, feijão-de-corda ou feijão-macassar (Vigna unguiculata (L.) Walp.) é uma leguminosa de origem tropical, muito bem adaptada às condições ecológicas do Brasil e especialmente às regiões Norte e Nordeste. Representa alimento básico para as populações de baixa renda do Nordeste brasileiro, apresenta ciclo curto, baixa exigência hídrica e rusticidade para se desenvolver em solos de baixa fertilidade e, por meio da simbiose com bactérias do gênero Rhizobium, tem a habilidade para fixar nitrogênio do ar. Na região do Cariri Cearense, o feijão-caupi é a leguminosa mais cultivada devido à sua importância alimentar e econômica. No entanto, o plantio na época chuvosa pode acarretar em grandes prejuízos, pois a temperatura e umidade relativa se tornam favoráveis ao desenvolvimento de diversos fitopatógenos. O objetivo do presente trabalho foi identificar e catalogar as principais doenças do feijão-caupi na região do Cariri cearense, no período de abril a junho de 2009.

METODOLOGIA
As amostras com sintomas foram coletadas nas áreas produtoras de Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha no período de abril a junho de 2009, separadas em sacos plásticos conforme o tipo de sintomas, etiquetadas com data e local de coleta. Posteriormente o material coletado foi identificado em laboratório através da microscopia ótica e com base na sintomatologia.


Doença

Carvão
Entyloma vignae
Folíolos com manchas arredondadas, de coloração castanha escura; Lesões circundadas por um notável halo amarelo.
Cercosporiose
Cercospora canescens Ellis & Martin
Folíolos com manchas necróticas, secas, ligeiramente deprimidas de coloração avermelhada e contorno irregular.
Ferrugem
Uromyces appendiculatus (Pers)
Formação de pústulas em ambas as superfícies foliares. Tais pústulas são reveladas por meio de pequenas manchas necróticas, amareladas.

Sarna
Elsinoe phaseoli Jenk. (Sphaceloma sp.)
Folhas com pontuações amarelo-amarronzadas, tornando-se brancas ou marrons. Vagens encurvadas, atrofiadas,e muitas vezes secas.
Crestamento Bacteriano
Xanthomonas campestris pv. vignicola (Burkholder) Dye
Folhas com pontos encharcados na face abaxial, transformando-se em lesões com centro necrosado e halo alaranjado.
Mosaico-Dourado
Bean golden mosaic virus, BGMV
Folíolos com pontuações de coloração verde-amareladas, que evoluem para amarelo dourado.
Eliminar fontes de inoculo;

CONCLUSÃO
A análise da sintomatologia revelou que no período de abril a junho, ocorreu um aumento da quantidade de doenças no caupi por conta do período chuvoso da região. O carvão, a sarna e a ferrugem foram às doenças de maior ocorrência. Pôde-se observar que nesse período a produtividade da região foi afetada.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BEDENDO, I.P. Vírus. In: BERGAMIN FILHO, A.; KIMATI, H.; AMORIM, L. (Eds.). Manual de fitopatologia: princípios e conceitos. 3. ed. São Paulo: Agronômica Ceres, 1995. v.1, p.132-160.
Doenças do caupi. Disponível em: http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Feijao/FeijaoCaupi/index.htm%20.%20Acesso%20em:%2001/05/2009
Doenças do caupi. Disponível em:
http://www6.ufrgs.br/agronomia/fitossan/fitopatologia/.%20Acesso%20em:%2010/06/2009.
KIMATI, H.; AMORIM, L.; REZENDE, J.A.M.; BERGAMIM FILHO, A.; CAMARGO, L.E.A. Manual de fitopatologia. 4. ed. São Paulo: Editora Agronômica Ceres, 1995. v. 2, p. 435 – 443.
NASCIMENTO, C.S.; JUNIOR, M.A.L.; STAMFORD, N.P.; FREIRE, M.B.G.S.; SOUSA,C.A. Nodulação e produção do caupi (Vigna unguiculata L. Walp) sob efeito de plantas de cobertura e inoculação. Rev. Bras. Ciênc. Solo vol.32 no.2 Viçosa Mar./Apr. 2008.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

INCIDÊNCIA DE NEMATÓIDE E DE CROSTA OU FALSA VERRUGOSE EM GOIABA NO MUNICÍPIO DE BARBALHA - CE











PROBLEMA 1.

NEMATÓIDE EM GOIABEIRA

Pelo que foi observado durante a visita, o problema de ataque de nematóide Meloidogyne mayaguensis é grave chegando ao ponto de inviabilizar o cultivo em função dos custos de produção. De qualquer modo, citaremos algumas medidas que podem ser adotadas para futuros plantios, tendo em vista a goiabeira ser uma excelente opção de cultivo do ponto de vista econômico.

Monocultivo - O monocultivo deve ser evitado. A monocultura facilita a proliferação e a disseminação de nematóides. Sistemas de cultivos integrados ou consorciados entre culturas diferentes diversificam e aumentam as populações de artrópodes não pragas e de microrganismos não patogênicos no rizoplano e filoplano.

Mudas - A qualidade genética ou fitossanitária da muda se reflete diretamente na qualidade e no sucesso do pomar. As mudas contaminadas podem disseminar nematóides, bactérias, fungos de solo, vírus e doenças foliares inviabilizando o pomar.


Matéria orgânica - Nossos solos são pobres em matéria orgânica. A utilização constante de defensivos e adubos químicos acidifica, saliniza, mineraliza e ‘esteriliza’ parcialmente o solo. Como conseqüência, há uma redução na população de microrganismos benéficos na rizosfera, como as bactérias de raízes e micorrizas, que podem precipitar e impedir a absorção pela planta, de elementos tóxicos como alumínio e outros. A matéria orgânica tem grande importância no restabelecimento do equilíbrio da planta, tornando-a mais tolerante ao ataque de pragas e doenças.

Rotação de culturas - A rotação de cultura é indicada e deve ser feita, empregando-se culturas não hospedeiras ou hospedeiras ruins de fitonematóides, de preferência, de importância econômica. Recomenda-se usar na rotação, plantas antagonistas como Crotalaria e mucuna, as quais atraem os nematóides, impedindo-os de se alimentarem. Existem plantas, como o Tagetes spp (cravo de defunto), que exsudam pelas raízes o _ tertienil, substância que é tóxica aos nematóides.

Consórcio - Consiste no plantio de plantas antagonistas e hospedeiras intermediárias em uma mesma área. O consórcio mais empregado no campo é o plantio de mucuna ou Crotalaria entre as linhas do milho. Isto concorre para a redução populacional de nematóides e proporciona receita ao produto com a venda do milho.

Alqueive ou pousio do solo - É a eliminação de toda a vegetação de uma área de plantio, através da aração e gradagens periódicas ou com a aplicação de herbicidas, pois os nematóides podem atacar ervas daninhas.

Revolvimento e irrigação do solo - O revolvimento do solo, através da aração e gradagem, diminui em mais de 54% a população de nematóides. Quando é seguida de irrigação num período quente, repouso por 2 semanas e nova gradagem, a redução populacional é ainda mais drástica.

Erradicação das plantas doentes - elimina as raízes galhadas por nematóides, correspondendo à eliminação de aproximadamente 80% da população dos nematóides de galhas (Meloidogyne spp). As raízes, após o arranquio, devem ser queimadas.

Ressecamento do solo - Em grandes áreas, o ressecamento pode ser feito com arações e gradagens. A queda de umidade do solo leva à morte, os nematóides.

Com as goiabeiras atacadas por Meloidogyne mayaguensis, a área infestada poderá ser plantada com milho, por dois plantios consecutivos, e no momento da cobertura ou da primeira capina do milho, plantar intercalado a mucuna. Na colheita do milho que deverá ser feita manualmente, a mucuna estará na floração. Após a colheita, toda a massa verde de mucuna e a palha do milho serão incorporadas ao solo. Três meses após o segundo plantio, poder-se-á preparar o terreno para o novo plantio da goiabeira.

Plantio de milho x crotalaria - O produtor poderá plantar milho para silagem consorciado com Crotalaria spp. e ensilar milho e Crotalaria, aumentando o teor de proteína da silagem. Neste caso, talvez seja melhor repetir esse plantio por mais um período de cultivo para se ter maior segurança da eliminação do fitonematóide.

Plantio de crotalaria - Pode também o produtor plantar apenas Crotalaria sp em toda a área. Neste caso, os custos dessa rotação não teriam cobertura financeira, como acontece no exemplo anterior com a venda do milho ou produção de silagem resultante do plantio consorciado.

Alqueive - deixar o terreno limpo sem ervas daninhas por 4 – 6 meses no período de inverno, fazendo-se mensalmente arações e gradagens para revolver o solo e expor os nematóides a temperaturas altas e ao ressecamento, seguido do plantio de uma cultura não hospedeira do nematóide-problema da área. Em qualquer processo de renovação do pomar, as árvores devem ser arrancadas com as raízes, amontoadas e queimadas, daí, então, deve-se decidir entre realizar na área, o alqueive ou rotação com cultura não suscetível ou ambos.
Adubação orgânica - A adubação deverá ser realizada com base nos resultados de análise de solo, tendo como sugestão a aplicação de 10 litros de esterco de curral ou 5 litros de esterco de galinha.



CROSTA DOS FRUTOS OU “FALSA VERRUGOSE
Agente causal desconhecido
Este foi o segundo problema detectado
Esta doença foi detectada juntamente com sintomas de ataque do percevejo Leptoglosus gonagra e chega a causar prejuízos elevados, reduzindo o valor comercial dos frutos que frequentemente se apresentam deformados e com muitas lesões. Os sintomas iniciais são manchas nos frutos jovens que posteriormente com uma reação da planta apresentam necrose dos tecidos superficiais, que ficam escuros e com consistência dura. As lesões posteriormente tornam-se proeminentes com aspecto corticoso (crostas), na epiderme dos frutos e com fissuras no centro ou nas margens, sendo facilmente destacadas com a unha.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

PATOLOGIA PÓS-COLHEITA E ANOMALIAS FISIOLÓGICAS EM FRUTAS E HORTALIÇAS NA MICRORREGIÃO DO CARIRI CEARENSE*




INTRODUÇÃO

A demanda mundial por frutas e hortaliças vem crescendo expressivamente nos últimos anos, em virtude, principalmente, da conscientização da população acerca da importância de uma alimentação saudável e do reconhecimento de sua participação na preservação de várias patologias.
O Brasil tem se destacado como importante produtor, consumidor e exportador, de frutas e hortaliças. Expandindo o agronegócio e buscando adequação ao mercado consumidor. No entanto, o volume de exportação ainda é pequeno, principalmente, em vista do elevado volume de perdas, estimado em 10 milhões de toneladas/ano, correspondendo a 30-40% da produção (IBRAF, 2005).
Danos mecânicos, mudanças físicas e fisiológicas predispõem as frutas ou hortaliças ao ataque de microrganismos, cujo crescimento é favorecido quando as temperaturas e umidades são propícias ao desenvolvimento do patógeno.
Embora os índices estimados de perdas apresentem dados subjetivos e muitas vezes divergentes, são consensuais quanto à ocorrência de perdas significativas que podem ser evitadas, desde que medidas específicas sejam adotadas para identificá-las e reduzilas (GOMES, 1996).
De acordo com KADER (2002), a redução das perdas em pós-colheita na cadeia produtiva de frutas e hortaliças representa um constante desafio, considerando que as frutas são órgãos que apresentam alto teor de água e nutrientes e, mesmo depois da colheita até a senescência, mantêm vários processos biológicos em atividade, apresentando desta forma maior predisposição a distúrbios fisiológicos, danos mecânicos e ocorrência de podridões e outras patologias.
As infecções pré-colheita podem ocorrer via epiderme, com a penetração direta do patógeno através da cutícula intacta, ou através de aberturas naturais na superfície das frutas, como as lenticelas. No entanto, muitas doenças são iniciadas através de ferimentos ocorridos durante ou após a colheita. A ocorrência de invasão limitada de patógenos em pré-colheita, seguida de um período de quiescência, que se estende até as frutas e hortaliças serem colhidas ou iniciarem o amadurecimento, é uma importante fonte de inoculo para as mesmas na pós-colheita.
As infecções quiescentes podem iniciar em qualquer estádio de desenvolvimento da fruta na planta, ocorrendo à inibição do desenvolvimento do patógenos através de condições fisiológicas impostas pelo hospedeiro, até que o estágio de maturação da fruta tenha sido alcançado e/ou a respiração climatérica. A ocorrência e a manutenção dos patógenos em quiescência sobre o hospedeiro ou dentro do mesmo indicam um equilíbrio dinâmico entre hospedeiro, patógeno e meio-ambiente. O patógeno no estágio de quiescência mantém baixo nível de metabolismo, entretanto, pode ativar fatores de patogenicidade que resultam em parasitismo ativo nos tecidos do hospedeiro. Mudanças fisiológicas normais do hospedeiro, manuseio incorreto ou condições ambientais adversas podem disparar a transição da fase de quiescência para agressiva, promovendo o desenvolvimento da doença.

MATERIAL E MÉTODOS
A terminologia de Zadoks (1995) foi adotada neste trabalho. Qualquer sintoma visual mensurável causado por agentes biológicos nocivos ou impactos mecânicos é denominado injúria; dano é a redução em quantidade e/ou qualidade do fruto e perda a redução financeira decorrente do dano. No entanto, em doenças pós-colheita que afetam todo o fruto, os termos injúria e dano muitas vezes são sinônimos, pois a incidência de injúria coincide com a redução em qualidade ou quantidade comercializada. Assim, o termo dano foi adotado, preferencialmente, sempre que essa generalização não comprometesse seu significado.
Foram feitas visitas à Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e Ematerce (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Ceará), com o intuito de se obter maiores informações sobre as principais doenças que ocorrem na região, para auxiliar no direcionamento das coletas. Efetuaram-se consultas bibliográficas a respeito das doenças, sua etiologia, sintomatologia e tipo de manejo, com intuito de facilitar o reconhecimento prévio das patologias no campo.
Foram coletadas frutas e verduras nas cidades de Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha. Realizou-se um levantamento prévio dos principais locais de comercialização, com a posterior escolha. Dentre estes, temos os mercados municipais, feiras-livres e supermercados.
As amostras coletadas foram colocadas, individualmente, em sacos plásticos, fichadas com data de coleta, local e coletor e posteriormente identificados e fotografados na UFC (Universidade Federal do Ceará - Campus Cariri) no laboratório de Biologia através da microscopia ótica e com base nos sintomas observados.


RESULTADOS E DISCUSSÃO
1. Doenças pós-colheita de frutos
O padrão de invasão de microrganismos em frutas normalmente é uma infecção por um ou vários patógenos, podendo, subseqüentemente, propiciar a invasão por microrganismos saprófitas, que embora sejam pouco agressivos, sobrevivem no tecido doente ou morto, aí se instalando desde a infecção primária e aumentando os danos aos tecidos.
As doenças de plantas geralmente ocorrem sob uma ampla faixa de condições ambientais, no entanto, a intensidade e a freqüência de uma determinada doença são influenciadas pelo grau de desvio de cada condição ambiental do ponto ótimo para o desenvolvimento da doença (AGRIOS, 2005). A temperatura e a umidade relativa são as principais variáveis que influenciam na qualidade das frutas durante o armazenamento e manutenção do produto fresco, sendo a manutenção de temperatura baixa e de umidade relativa alta o meio mais eficaz de reduzir a perda de água.
1.1Doenças no Mamão
1.1.1 Doenças causadas por vírus
Foram identificadas a Meleira, agente causal, Papaya sticky disease virus (PSDV); Varíola, agente causal, Asperisporium caricae; Mancha Anelar, agente causal, Papaya ringspot virus, estirpe “Papaya” (PRSV-P).
1.1.2 Doenças causadas por fungos
Antracnose, agente causal, Colletotrichum gloeosporioides (Penz.).
1.2 Doenças no Maracujá
1.2.1 Doenças causadas por bactérias
Mancha-bacteriana, agente causal, Xanthomonas axonopodis pv. passiflorae (=Xanthomonas campestris pv. passiflorae)
1.2.2 Doenças causadas por fungos
Antracnose, agente causal, Colletotrichum gloeosporioides (Penz.).
1.3 Doenças no Abacate
1.3.1 Doenças causadas por fungos
Antracnose, agente causal, Colletotrichum gloeosporioides (Penz.);Verrugose ou Sarna agente causal: Sphaceloma perseae.
1.4 Doenças na Ata
1.4.1 Doenças causadas por fungos
Antracnose, agente causal, Colletotrichum gloeosporioides (Penz.).
1.5 Doenças nos Citrus
1.5.1 Doenças causadas por fungos
Bolor verde, agente causal, Penicillium digitatum (Pers.:Fr.)
1.6 Doenças na Manga
1.6.1 Doenças causadas por fungos
Antracnose, agente causal, Colletotrichum gloeosporioides (Penz.).
2. Doenças pós-colheita de hortaliças
As hortaliças são um grupo de plantas que apresentam uma incrível variedade de formas, tamanhos, cores e sabores. Mas, possuem uma parede celular pouco rígida e metabolismo acelerado o que favorece o ataque de patógenos.
2.1 Doenças no Tomate
2.1.1 Doenças causadas por vírus
Vírus do vira cabeça, agente causal, Nicotiana tabacum.
2.1.2 Doenças causadas por bactéria
Mancha Alternaria ou Pinta Preta, agente causal, Alternaria solani.
2.2 Doenças na Cenoura, Batata e Beterraba
2.2.1 Doenças causadas por nematóides
Nematóide-das-galhas, agente causal, Meloidogyne incognita.
2.3 Doenças na Pimenta-de-Cheiro
2.3.1Doenças causadas por fungos
Antracnose, agente causal, Colletotrichum gloeosporioides (Penz.).
3. Anomalias fisiológicas
A qualidade dos frutos e hortaliças é atribuída às suas características físicas externas (coloração da casca, tamanho e forma do fruto), e internas conferidas por um conjunto de constituintes físico-químicos e químicos da polpa, responsáveis pelo sabor, aroma e valor nutritivo. Mas, as deficiências nutricionais e outros fatores de ordem fisiológica podem comprometer a qualidade do produto final.
3.1 Lóculo aberto na beterraba, cenoura, batata, tomate
Deficiências de Boro
3.2 Podridões estilar no tomate (fundo preto)
Deficiências de Cálcio
3.3 Ombro Verde
Causado pela exposição ao sol, síntese de solanina, quando não se faz a amontoa.

3.4 Rachaduras na goiaba
Ocasionada pelo acumulo de água no fruto maduro, ainda na planta, que acarreta o rompimento das células da periderme do fruto.


CONCLUSÃO
As patologias na pós-colheita de frutos e hortaliças têm interferido diretamente na qualidade dos frutos comercializados na microrregião do cariri, tentativas de controle de doenças pós-colheita, baseadas em informações insuficientes sobre os patógenos, podem levar a pouca ou nenhuma redução do problema, bem como elevarem os custos sem um aumento substancial na qualidade dos produtos. O levantamento e os estudos epidemiológicos realizado neste trabalho envolvendo doenças pós-colheita podem permitir um maior entendimento dos patossistemas, bem como fornecer subsídios importantes para o desenvolvimento de estratégias de manejo.
As doenças causadas por microrganismos fitopatogênicos tais como, fungos, bactérias, vírus e nematóides são uma das causas mais sérias de perdas pós-colheita, tendo se destacado o fungo C. gloeosporioides, como o de ataque mais severo e maior incidências.


______


* autoria Erlan Weine L Teixeira¹; Hernandes Rufino dos Santos¹; ¹Alunos de Agronomia – Campus da UFC no Cariri/Juazeiro do Norte. erlanweine@yahoo.com.br; herndesufc@yahoo.com.br;

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Manejo Agroecológico de Doenças

Agricultura Convencional

Desequilíbrio ecológico;
Pulverizações químicas;
Desequilíbrio no metabolismo de plantas e animais;
Monocultura;
Densidade de plantio.

(*)


Agroecologia


Métodos agroecológicos buscam aplicar o princípio da prevenção, fortalecendo o solo e as plantas através da promoção do equilíbrio ecológico em todo o ambiente. O manejo agroecológico é baseado no reconhecimento da vida, do equilíbrio entre o seres vivos: humano, planta e animal, para o mais perto possível do perfeito equilíbrio ecológico de um sistema.


DUFRENOY (1936)


“Toda circunstância desfavorável a formação de nova quantidade de citoplasma, isto é, desfavorável ao crescimento celular, tende a provocar, na solução vacuolar das células, um acúmulo de compostos solúveis inutilizáveis tais como açúcares e aminoácido.”. “Este acúmulo de produtos solúveis parece favorecer a nutrição de microrganismos parasitas e, portanto, diminuir a resistência da planta às doenças parasitárias”.

(CHABOUSSOU, 1999; PASCHOAL, 1995).



Um estado predominante de proteólise nos tecidos da planta, em decorrência de diversos fatores, a exemplo da ação fisiológica do agrotóxico que inibe a proteossíntese, proporciona ao parasita, praga ou fitopatógeno, um ambiente fértil para crescerem e se multiplicarem livremente na planta.

Agroecologia: medidas preventivas


Plantio de variedades e espécies resistentes às pragas e doenças;
Plantio em épocas corretas e com variedades adaptadas ao clima e ao solo da região;


Uso da adubação orgânica;
Rotação de culturas e adubação verde.
Consorciação de culturas e manejo seletivo do mato;
Cobertura morta e plantio direto.


Uso de plantas "quebra ventos" ou de "faixas protetoras";
Nutrição equilibrada das plantas com macronutrientes e micronutrientes.


Manter diversificação de culturas na área. Normalmente os ataques se apresentam em quadros de monocultura. Uma boa gramíneas e compostas; sugestão é a utilização de leguminosas,

Conhecer as principais espécies e favorecê-las através de diversas práticas (manejo do mato nativo, adubação orgânica, preservação de fragmentos florestais, entre outros), é uma estratégia fundamental para o sucesso do controle de pragas e doenças na agricultura agroecológica.
(*) Foto: http://www.cnpab.embrapa.br/publicacoes/artigos/fazendinha.html

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Manejo cultural na prevenção de doenças de plantas


O manejo cultural é a manipulação das condições de pré-plantio e durante o desenvolvimento do hospedeiro em detrimento ao patógeno, objetivando a prevenção ou a intercepção da epidemia por outros meios que não sejam a resistência genética e o uso de pesticidas. O manejo cultural tem como objetivo reduzir o contato entre o hospedeiro suscetível e o patógeno de maneira a reduzir a taxa de infecção e o subseqüente progresso da doença.

Existem alguns princípios que norteiam a aplicação de técnicas de manejo cultural na prevenção e controle de fitomoléstias.
Os princípios que fundamentam o manejo cultural são:
a) supressão do aumento e/ou a destruição do inóculo existente;
b) escape das culturas ao ataque potencial do patógeno;
c) regulação do crescimento da planta direcionado a menor suscetibilidade

É importante mencionar, que em se tratando de manejo cultural, é deveras importante o conhecimento da biologia do patógeno, pois isto conduzirá ao entendimento de onde, como e por quanto tempo ele sobreviverá na ausência da planta hospedeira cultivada e de como pode ser racionalmente controlado.

Uma das práticas mais utilizadas no manejo cultural é a rotação de culturas, cujo efeito principal relaciona-se à fase de sobrevivência do patógeno. A rotação de culturas é o cultivo alternado de espécies vegetais diferentes no mesmo local e na mesma estação anual.
A par do conhecimento disponibilizado para os profissionais da área agronômica, e em particular para os extensionistas, o que se vê é que muitos agricultores não praticam a rotação de culturas e quando fazem, utilizam espécies vegetais da mesma família. Veja o caso de um agricultor que cultiva tomateiro e em seguida planta pimentão. Tal procedimento vai proporcionar uma situação que vai predispor as plantas do novo plantio ao ataque de patógenos, tendo em vista que muitas doenças do tomateiro também ocorrem no pimentão.

Algumas práticas culturais que podem ser adotadas:
uso de material propagativo sadio
• eliminação de plantas vivas doentes ("roguing")
• eliminação ou queima de restos de cultura
• inundação de campos e pomares
• incorporação de matéria orgânica no solo
• preparo do solo (aração)
• fertilização (nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio)

. irrigação;
• densidade de plantio;
• épocas de plantio e colheita;
• enxertia e poda;
• barreiras físicas e meios óticos para controle de vírus.


•O uso destas técnicas isoladamente quase sempre é insuficiente para chegar a um controle adequado da doença. O uso de combinações destas técnicas, aliado ao emprego de outras formas de controle de doenças, como o controle químico e o controle genético, no entanto, é altamente eficiente e recomendável.
•Durante a rotação de culturas, os fitopatógenos são eliminados parcial ou completamente, enquanto que, sob monocultura, eles são estimulados e mantidos numa concentração de inóculo suficiente para a continuidade de seu ciclo biológico, podendo causar, eventualmente, severas epidemias
Existem alguns patógenos que não podem ser controlados somente através da rotação de culturas. Serve de exemplo o fungo Rhizoctonia solani, que é capaz de viver indefinidamente no solo, pois tem a característica de poder trocar de substrato saprofítico. Em vista disso, este parasita é considerado um habitante natural da maioria dos solos. Este patógeno é dificilmente controlado pela rotação, pois, potencialmente, qualquer espécie vegetal alternativa, integrante do sistema de rotação, pode servir de substrato. Todos os patógenos com habilidade de competição saprofítica são de difícil controle por esta prática cultural.