quinta-feira, 13 de agosto de 2009

DOENÇA DE PLANTA: UMA VISÃO SISTÊMICA



Muito se comenta de que a teoria na prática é outra. A coisa não é dessa maneira. É muito comum o imediatismo de técnicos e engenheiros agrônomos no sentido de identificar uma doença de planta e consequentemente recomendar medidas de manejo para o devido controle da doença.
Seria mais fácil caracterizar um fitomoléstia, a emitir sobre tal, uma identificação precipitada. A propósito, a caracterização de uma fitomoléstia, envolve a participação de alguns elementos, tais como: a planta hospedeira, o agente patogênico (não necessariamente, um ser vivo), um processo dinâmico com danos à planta hospedeira, ação importante do ambiente sobre hospedeiro e patógeno e influências mútuas entre patógeno e hospedeiro.
Outro ponto de grande importância diz respeito à etiologia – estudo da causa das doenças – Interpretar corretamente os sinais e sintomas de uma dada fitomoléstia, traduz-se em um ponto importante para conduzir à causa desta dita doença.
O ambiente influi de modo decisivo e complementar na ocorrência de um determinado surto epifitótico. A participação do ambiente se dá através de três fatores determinantes: condições favoráveis, condições propiciatórias e condições predisponentes. No primeiro caso, temos o favorecimento de forma isolada do patógeno, provendo sua sobrevivência ou fixação na área, mesmo não se encontrando associado ao hospedeiro. Já no segundo, a doença já se encontra em desenvolvimento. Neste caso, trata-se dos fatores ambientais adequados ao melhor desenvolvimento da interação patógeno-hospedeiro. Já no caso de fatores predisponentes, estes ocorrem de tal modo a influenciar tão somente o hospedeiro de sorte a torná-lo mais sujeito à doença, isso antes do estabelecimento da relação direta planta-patógeno.
O ambiente, afeta o grau de interação patógeno-hospedeiro, de sorte a acelerar, estabilizar, reduzir ou suprimir o curso da doença e isso explica as diferenças de intensidade que marcam os surtos de uma fitomoléstia em uma região.

2 comentários:

  1. Achei que essa pesquisa seria interessante http://dgp.cnpq.br/buscaoperacional/detalhegrupo.jsp?grupo=00925015S1DREC

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  2. A boa produção de mudas ou adiquiri-las em empresas idôneas faz uma grande diferença. Abaixo uma notícia interessante.

    http://cienciahoje.uol.com.br/controlPanel/materia/view/1385

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